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Projeto Marmitinha da Nutri é um dos mais pedidos entre os pacientes

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O sucesso não consiste apenas nos negócios, ele é aplicado também na vida pessoal e social, como o bem-estar corporal. E quando as situações se cruzam e dão certo? O que podemos esperar? Melhora na alimentação, dedicação aos pacientes e empreendedorismo. Hoje, você acompanha mais uma reportagem do quadro “Ano bom que se vai, ótimo ano que virá”. 

Muita coisa aconteceu, mas quase nada mudou na mesa dos brasileiros. As comidas funcionais surgiram, a gordura trans foi banida de vários restaurantes fast-food e mesmo assim a obesidade e as doenças autoimunes continuam a afligir muitas pessoas.

E com o intuito de elevar a consciência do impacto que a alimentação tem na saúde e transmitir experiências vividas, a nutricionista Thaís Fiori, de 24 anos, diagnosticada com puberdade precoce aos sete – doença que desenvolve aspectos típicos da puberdade, em criança com menos de oito ou nove anos – viu na doença a necessidade de compartilhar seu conhecimento com os outros.

O meu quadro clínico na infância foi o responsável pela paixão com a comida e desejo de querer ensinar as pessoas a se alimentarem melhor”, explica a nutricionista.  “Foram anos de tratamento para que eu tivesse a minha menarca postergada, que o meu peso fosse reestabelecido, pois eu estava obesa”, conta.

Durante o tratamento a base de uma alimentação saudável e regrada, sem uso de medicamentos, Thaís excluiu os industrializados, embutidos, gordurosos e doces. A rotina alimentar foi modificada a base de muita salada e frutas, além da combinação perfeita, de uma boa comida e atividade física.

“No final do tratamento eu não só percebi o quanto a alimentação pode modificar um quadro clínico, como simplesmente melhorar a qualidade dos alimentos que você consome transforma vidas. Então, encontrei na nutrição uma forma de retribuir toda a minha historia”, afirma.

Na vida corrida de hoje, quase todos buscam conveniência, praticidade e baixo custo. Compra-se comida pronta, come-se na mesa de trabalho, falta tempo para ir à feira e quando se chega em casa, falta vontade de cozinhar. E tamanha paixão pela profissão e pelos pacientes, a Thaís Fiori, não apenas se formou como nutricionista pela Universidade de Taubaté, como hoje é uma empreendedora de sucesso.

A marca Marmitinha da Nutri nasceu após a nutricionista perceber que os pacientes reclamavam no retorno de uma consulta por não conseguirem ter uma alimentação com qualidade nutricional melhor. Com um serviço exclusivo e personalizado, Thaís monta as marmitas de acordo com o plano alimentar de cada paciente proposto por ela mesma.

“Para não ser mais um serviço de alimentação “saudável” há outro diferencial, não existe um cardápio e os pacientes não sabem o que irão comer. Trabalhar a reeducação alimentar desta forma aguça a vontade e o interesse dele melhorar e se adaptar. A cada dia é uma preparação nova”, comemora o sucesso do projeto que após aplicar esse serviço os resultados melhoraram significativamente e eles continuam se alimentando de forma equilibrada e consciente.

Nunca se falou tanto em dietas, emagrecimento, estilo de vida saudável e nunca se teve tanto problemas com obesidade e terrorismo alimentar. A alimentação hoje em dia, pode ser descrita como um dos males do século XXI. Thaís acredita que não há uma “varinha mágica” para emagrecimento.

“Devemos sempre melhorar a qualidade dos alimentos que consumimos, quanto mais natural melhor. A alimentação natural não significa ter uma alimentação 100% orgânica. Muitos dos alimentos contém quantidades absurdas de agrotóxicos. E a comida orgânica não cabe ainda no bolso da população. Então eu dissemino a cultura da comida caseira”, pensa.

E para manter a forma é simples. “Abandone as dietas restritivas e respeite o seu organismo. Ele com toda certeza sabe lidar com os seus erros alimentares e você não precisa ficar prisioneira da dieta”, explica a nutricionista.

Coma de tudo, esse é o recado que a nutricionista Thaís Fiori quer passar no ano de 2017. “Se dê de presente a liberdade de se alimentar do que mais gosta, se liberte das restrições, da ditadura das dietas, a qual determina o quanto você come, a hora que come e o que come. Você é dono do seu corpo e da sua fome. Só você sabe o quanto precisa de alimento naquela refeição. E entenda, comer de tudo, não é comer tudo. Mudança de comportamento se inicia quando deixamos a mentalidade de dieta de lado e somos guiados pelo nosso organismo”, finaliza.