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Durante a FLIM (Festa Literomusical) no Vicentina Aranha, em São José dos Campos

Divulgação

Na última reportagem da série “Ano bom que se vai, ótimo ano que virá”, nada mais justo do que finalizar com a palavra de ordem para 2017 – amor. Quando você usa o dom das palavras para beneficiar alguém e se preocupa em compartilhar boas experiências, o sucesso bate à sua porta.

Há quem diga que cartas escritas à mão estão fora de moda. Ainda mais agora, num tempo em que e-mail e aplicativos de mensagens instantâneas são as maiores ferramentas de comunicação. Hoje, muito raras, são relíquias encontradas apenas em velhas caixas de recordação em algum lugar perdido dentro de casa.

O fato é que usar a caneta no papel para se comunicar - por mais que pareça antiquado - é uma das formas mais bonitas de se dizer que se ama. E é exatamente buscando este impacto positivo que o escritor e poeta Rafael Sarzi, de 25 anos, tem espalhado suas palavras generosas por aí.

O interesse em escrever surgiu na adolescência, quando tinha doze anos de idade. Durante sua primeira paixão ele não entendia muito bem o que se passava e o que significava este sentimento. “Fazia alguma reflexões para não me sentir perdido e comecei a escrever. E desde então levei a escrita como uma forma de terapia para momentos tristes, e de eternizar os momentos bons”, conta o escritor.

O projeto “Escrevo cartas de amor e ex-amor” nasceu em setembro deste ano após um convite para participar da FLIM (Festa Literomusical), no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos. Na intervenção poética, Rafael Sarzi escreve, à mão, cartas para o público.

“Os organizadores da FLIM quiseram levar uma intervenção poética de alguém que pudesse escrever cartas em tempo real para o público da feira e queria que fosse algum escritor da região. De uma forma um pouco insegura, eu aceitei o projeto, e para a surpresa minha e de todos, tivemos um resultado incrível, com muitas cartas e histórias belíssimas”, comemora ao lembrar do sucesso da Feira.

A inspiração para transformar versos em algo tão intenso se deve ao poder de fazer as pessoas se sentirem bem. “Isso me faz querer escrever sempre e tentar falar do amor numa forma simples, mas com toda a intensidade e complexidade que ele carrega. São esses pequenos detalhes que gosto de enfatizar nas minhas poesias para falar e levar o amor”.

Uma lista grande e poderosa com nomes importantes da música e literatura brasileira como Vinícius de Moraes, Oswaldo Montenegro, Mário Quintana, Carlos Drumond de Andrade e Fernando Pessoa são responsáveis pela criatividade e paixão que dá ao Rafael credibilidade de explanar sobre formas de amar.

Por que você deveria escrever cartas de amor e não deixar o romantismo morrer? “As pessoas têm medo de se machucar e com isso ficam receosas para se entregar, mas se alguém desperta um sentimento que te faz sorrir sozinho, vale a pena acreditar, pois o amor é raro, e mais raro quem se entrega a ele”.

Apenas algumas horas para iniciar o ano de 2017, os próximos passos do escritor poeta são lançar dois livros, que já devem estar nas prateleiras das livrarias no primeiro trimestre. Outra novidade é que a intervenção poética será levada para outras cidades do Vale do Paraíba e em eventos em regiões do Brasil.

E não podemos finalizar sem um recado de quem entende realmente sobre amor. “Que tragam esse sentimento no cotidiano, que as pessoas se acostumem a amar de forma simples e verdadeira. Que saibam e quebrem a barreira para falar de amor. Que não precisa ser mestre, artista, ator, ou qualquer outra coisa para saber dizer um "eu te amo" olhando nos olhos do outro”. Amar vai mais além. “Eu te amo pode ser dito de muitas maneiras. Preparando um café, dormindo abraçado, dando um bom dia sorrindo, deixando um bilhetinho, escrevendo uma carta ou aquele olhar intenso quando as palavras se calam, mas que sempre estejam com o coração aberto para demonstrar e enxergar o "eu te amo", ou melhor, o amor”, finaliza Rafael.