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Unifesp-SJC é a primeira instituição a firmar parceria com projeto da ONU

Divulgação

Um grupo de alunos e professores do Bacharelado de Ciência e Tecnologia da Unifesp de São José dos Campos acaba de firmar uma parceria inédita com a ONU (Organização das Nações Unidas) que poderá trazer mais qualidade de vida e sustentabilidade para as áreas mais carentes da RMVale.

Procurado para fazer parte do projeto “Cada mulher, cada criança”, o Netes (Núcleo Educacional de Tecnologia Social e Economia Solidária), um programa de extensão da universidade, terá o compromisso de evitar mortes de crianças, adolescentes e mulheres usando a tecnologia para melhorar a área da saúde no Vale do Paraíba. E ele tem até 2030 para atingir essa meta.

Formado na universidade no campus de São José em 2012, o grupo surgiu com a missão de desenvolver iniciativas tecnológicas para impactar a sociedade e difundir uma cultura de economia solidária e de tecnologia social para a população. 

A ideia, a partir de projetos, é resolver problemas com soluções que sejam fáceis de replicar, de baixo custo e sustentáveis. “Nós queríamos trabalhar questões mais humanas dentro dos cursos de tecnologia, pois percebemos que esse mercado ainda produz muito para fins privados”, afirma a coordenadora do Netes e professora da Unifesp, Luciana Ferreira.

Um dos desafios dos estudantes, por exemplo, é encontrar uma forma de manter as salas de aula das escolas públicas mais frescas durante os períodos mais quentes do ano sem a necessidade de usar ar condicionado e energia elétrica.

O núcleo também já havia atuado em iniciativas como intervenções na comunidade do Pinheirinho e na comunidade Menino Jesus. “Nós também estamos para lançar o Museu Itinerante do Netes, que vai ensinar sobre tecnologia social nas escolas”, diz a professora. E foram justamente ações como essas que fizeram com que a ONU procurasse a universidade para ser a primeira instituição a fazer parte do projeto para salvar crianças e mulheres.

Com a parceria, o grupo deverá construir e difundir bancos de dados, informações e inovações em tecnologias sociais que possam ser replicadas nas áreas de saúde, qualidade de vida e sustentabilidade. Além disso, o Núcleo também prometeu criar soluções tecnológicas de baixo custo para melhorar as condições sanitárias em comunidades vulneráveis na região. “Essa é uma oportunidade enorme de trazermos os preceitos da economia solidária e tecnologia social para o Vale do Paraíba e de nos tornarmos modelo na área de educação em tecnologia, para mostrarmos que ela não deve ser usada apenas para fins individualistas”, afirma Luciana.

O lançamento oficial da parceria com a ONU está previsto para ocorrer em março de 2016, quando representantes da organização virão à região para apresentar todos os seus objetivos e deveres dentro do projeto.