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Na sede do PSDB em São José dos Campos, Felício Ramuth concedeu entrevista exclusiva para a Metrópole Magazine

Pedro Ivo Prates/Meon

Presidente do PSDB em São José entre 2006 e 2008, Felício Ramuth foi um dos secretários do governo Eduardo Cury (PSDB) que se afastou do cargo para concorrer à indicação do partido para a disputa do Paço Municipal em 2012. Dentro do partido, competiu com Claude Mary de Moura (ex-secretária de Governo), Marina de Fátima de Oliveira (Defesa do Cidadão) e Alexandre Blanco (ex-secretário de Juventude). Com a definição de Blanco como candidato do PSDB ao governo de São José nas eleições passadas, Felício se tornou um dos coordenadores do plano de governo apresentado pelo tucano na campanha e reassumiu como diretor-presidente da Urbam. Ramuth é formado em administração de empresas e também atuou no governo Cury como assessor de Planejamento de Comunicação. 

Desde a eleição de Carlinhos Almeida (PT), Ramuth se afastou da vida pública e foi cuidar dos próprios negócios, entretanto não se afastou do PSDB. Atuou ativamente na campanha de Eduardo Cury e colaborou no discurso da oposição junto ao atual presidente Anderson Farias Ferreira.

Em entrevista exclusiva para a edição de março da revista Metrópole Magazine, o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São José dos Campos relembrou 2012, falou sobre o processo de escolha do partido e afirmou que o histórico do PSDB na cidade e os líderes que fazem parte desse grupo político farão a diferença nas eleições de 2016. Para Felício, a repercussão inicial nas redes sociais ao anúncio de sua pré-candidatura é normal e que com o tempo as pessoas reconhecerão seu trabalho e os méritos do PSDB que governou a cidade por 16 anos.

O portal Meon publica um pequeno trecho dessa entrevista:

Você foi aclamado pelo diretório do PSDB, mas em 2012 foi preterido na disputa do partido. Como foi isso?

Há quatro anos coloquei meu nome à disposição do partido para ser candidato à prefeito, mas não tive meu nome escolhido na ocasião. Então direcionei toda minha força para continuar meus projetos, criei novos negócios e me dediquei a isso, mas sempre estive presente no partido e ajudei na campanha do Cury (a deputado federal).  Neste ano fui convidado. Perguntaram se estaria disposto a voltar a colocar meu nome para as eleições. Pensei bastante, analisei e aceitei o desafio e fui indicado pela executiva. Esse processo foi bastante diferente da eleição anterior. Em 2012, o diretório concedeu para o Emanuel (Fernandes) e o Eduardo (Cury) a escolha do candidato para as eleições de 2012. Esse ano, o Emanuel e o Cury também estavam procurando nomes e, assim, o meu foi levado para a decisão dentro da comissão executiva, que me indicou para o diretório e acabei referendado por aclamação pelo diretório municipal.  Agora estou disposto a dar tudo de mim para retribuir um pouco para a cidade.

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Lideranças do PSDB anunciam Ramuth

Pedro ivo Prates/Meon

 Você ficou afastado da vida pública e isso fez com que as pessoas não se lembrem de seu nome. Isso pode dificultar as alianças políticas, por exemplo?

O partido me chamou ao longo do tempo para ajudar a construir o discurso da oposição sob o ponto de vista técnico. Sempre que chamado, estive aqui para colaborar. É natural que o presidente do partido faça a divulgação e apareça mais, levando ao público o discurso da oposição, e o Anderson (Farias Ferreira - presidente do PSDB-SJC) fez muito bem esse trabalho.

Após me tornar efetivamente pré-candidato, os contatos políticos estão sendo muito interessantes. Eu sinto um acolhimento junto às pessoas que convivi, ex-funcionários, pessoas ligadas à administração pública e até em outros partidos políticos e lideranças da cidade. Tudo está sendo muito bom.

E como você avaliou a repercussão de sua pré-candidatura nas redes sociais?

Tenho acompanhando as redes sociais. Vi que a população se manifestou dizendo que o Emanuel ou o Cury seriam o candidato ideal para o PSDB e concordo com esse sentimento inicial das pessoas. Mas nós temos tempo suficiente para que a gente possa, aos poucos, mostrar para as pessoas o porquê dessa opção.

Essencialmente é porque nós, no PSDB, temos dois grandes líderes que acreditam em uma renovação política e administrativa. As pessoas que confiam neles, por trás da figura desses dois líderes, acreditam nessa renovação e querem trazer sangue novo para a política, com novas pessoas e novas ideias. Eles próprios dão o exemplo praticando isso, no momento em que seria muito mais fácil saírem candidatos, eles indicam outro nome porque acreditam naquilo que eles pregam e contam sempre para gente.

Esse grupo político dentro do PSDB tem muito clara a visão de renovar seus quadros e que a melhor forma de fazer essa renovação, é correndo alguns riscos, confiando no trabalho que já foi executado e na capacidade desse grupo e dessas pessoas que eles escolhem como representantes.

A gente vê essa reação inicial nas redes sociais e ela apenas mostra que as pessoas não me conhecem. Aos poucos vamos mostrando a elas o meu trabalho, para que eu possa ser um pouco mais próximo das pessoas que ainda não me conhecem.

O que você diria para essas pessoas que ainda não te conhecem?

Comecei a trabalhar com 15 anos de idade. Aprendi sozinho, no início da informática, mexendo nos primeiros computadores pessoais que chegaram ao país. Vim para São José dos Campos para ajudar meu pai que havia sofrido um enfarte e trabalhei muito em uma pequena madeireira, a São José, junto com meu pai e meu irmão.

Tudo o que eu tenho eu devo a São José. Aqui constitui família, me casei com a Vanessa e tive uma filha, a Isadora, de 10 anos. Em São José me consolidei profissionalmente. Costumo dizer que me alimento do fruto dessa terra literalmente, pois em minha casa tenho um pomar com acerola, manga, caqui, limão etc.

Aos 23 anos fui convidado para conhecer o PSDB e iniciei minha carreira de empreendedor escutando o Emanuel falar de empreendedorismo. Naquele ano de 1991, conheci o Cury e outros líderes do partido e participei da primeira campanha do Emanuel Fernandes já como tesoureiro. De lá pra cá, não parei mais. Aceitei o convite do Eduardo Cury e contribui com a cidade fazendo meu trabalho na Urbam, na secretaria de Transportes e depois na Comunicação.

Tudo o que eu desejo é trabalhar para devolver para a cidade tudo aquilo que ela me deu.

A entrevista completa você poderá ler na próxima edição da revista Metrópole Magazine, em março, nas principais bancas de São José dos Campos e região.