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O presidente da Câmara de São José, Juvenil Silvério (PSDB)

Divulgação/CMSJC

A Câmara de São José dos Campos anulou a votação do polêmico projeto que garantiria 16 'supercargos' com salários de até R$ 20.000 por mês na estrutura da Casa.

O recuo foi oficializado por um ato da mesa diretora (Ato 03/2017), publicado na última edição do Boletim Oficial do Município.

Com a medida, a Câmara tenta colocar um ponto final na novela, que gerou ao presidente Juvenil Silvério (PSDB) o primeiro grande desgaste de sua nova gestão --ele ocupa o cargo pela segunda vez.

O polêmico projeto foi votado no dia 16 de fevereiro.

Elaborado pela mesa diretora, o texto foi apresentado às pressas durante a sessão e aprovado em apenas dois minutos.

No momento da votação, apenas 7 dos 21 vereadores estavam presentes no plenário --os demais participavam de uma reunião em uma sala anexa.

O ato publicado agora pela mesa diretora para anular a votação reconhece que o projeto só poderia ser aprovado com a presença de, "no mínimo", 11 vereadores.

Juvenil Silvério foi procurado durante toda a tarde deste sábado (18) para falar sobre o assunto, mas não atendeu as ligações do Meon.

Memória
Os 16 'supercargos' envolvidos na polêmica estavam com os dias contados.

Isso porque uma outra resolução da Câmara, de outubro de 2013, determinava que eles fossem extintos assim que seus ocupantes na época deixassem as funções (por aposentadoria ou exoneração).

A manobra articulada pela Câmara no mês passado revigorava esses cargos.

Após a repercussão negativa do caso, o presidente da Casa, Juvenil Silvério, suspendeu a publicação do projeto.

O texto ficou 'engavetado' durante um mês, até a publicação do ato que anulou a votação.