Aniversário de 137 anos de Eugênio de Melo: do café à industrialização

Em 31 de agosto o distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, completa 137 anos de existência e com 85,8 quilômetros quadrados de área, apresenta algumas peculiaridades no cenário joseense, trazendo uma história que vai da produção cafeeira à industrialização.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20140825_jequitiba_flavio_pereira_1

Jequitibá de 500 anos é patrimônio municipal e está no Eugênio de Melo

Flavio Pereira/Meon

O distrito de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, completa em 31 de agosto 137 anos de existência. Nessa trajetória, reúne peculiaridades da história da cidade, que vai da produção cafeeira à industrialização.

No final do século 19, com o auge na produção do café, a região teve papel importante na produção e exportação do produto, que levou à construção da estação ferroviária, inaugurada em 1898. Este fato ofereceu condições para o surgimento da vila, que recebeu a denominação de Nossa Senhora dos Cafezais.

Com a decadência do café em todo o Vale do Paraíba, o povoado passou por dificuldades econômicas quando começou a substituição gradual da cafeicultura por outras lavouras. Anos mais tarde, o povoado teve um período de crescimento econômico ao ser construída a primeira estrada de rodagem Rio-São Paulo, em 1924.

Por cortar a área urbana do distrito, a rodovia beneficiou o comércio local e trouxe mais mobilidade à população por meio de linhas de ônibus que puderam ser criadas entre cidades vizinhas e São José dos Campos. Nesse momento foi criado o distrito de Eugênio de Melo pelo decreto estadual 6.638, de 31 de agosto de 1934. O nome foi uma homenagem a Eugênio Adriano Pereira de Cunha e Mello, diretor da Central do Brasil de 1889 a 1891.

Da época cafeeira em Eugênio de Melo restam ainda alguns prédios históricos, como a estação ferroviária e a sede da Fazenda Galo Branco. Também foram encontrados diversos artefatos de origem indígena. Mas o processo de industrialização pelo qual passou São José, também envolveu o distrito, que recebeu a instalação de indústrias.

Em 2006 foi instalado em Eugênio de Melo o Parque Tecnológico, uma parceria do Governo de São Paulo com a prefeitura. O prédio reúne instituições públicas e privadas que visam o estudo e desenvolvimento de tecnologia.

Comunidade
A relação do Eugênio de Melo com São José é tão grande que nem é reconhecido e chamado pelos moradores como distrito. “Aqui nem falamos distrito, todo mundo fala bairro Eugênio de Melo. Acho que isso acontece porque é um distrito muito próximo da cidade”, conta José de Siqueira, 62 anos, aposentado que mora há 31 anos em Eugênio de Melo.

“Realmente, quando chegamos aqui, a região não era muito boa, mas com o tempo e com a instalação de alguma empresas, como a Ericson, o cenário foi mudando e até deu uma valorizada no Eugênio de Melo”, diz Siqueira.

Segundo o Censo Demográfico 2010 do IBGE, o distrito tem 24 mil domicílios particulares e 80 mil habitantes. O rendimento domiciliar médio é R$ 1.916,99, menor do que a média da cidade (R$ 3.178,24).

O distrito também possui boa parte do patrimônio arquitetônico e urbanístico, como a Capela Santa Cruz e Empresa Luz e Força de São José dos Campos. Além disso, tem o Jequitibá com mais de 500 anos, um dos símbolos do Eugênio de Melo, à margem da Estrada Velha Rio-São Paulo.

Publicado em:

Posts Relacionados