Às 5h50 da última quarta-feira, as estações de monitoramento da rede Bramon (Brazilian Meteor Observation Network) em São Sebastião e Mogi das Cruzes, capturaram um grande meteoro cruzando o céu do Litoral Norte e caindo no mar, em Caraguatatuba.

“Estamos monitorando o céu da região desde o primeiro dia de janeiro e nossas cinco câmeras já capturaram 630 meteoros entrando em nossa atmosfera. Desse total, conseguimos estipular a trajetória e órbita em nosso sistema solar de 61 meteoros”, disse Eduardo Plácido Santiago, que opera a estação em São Sebastião.

Segundo ele, com o monitoramento é possível triangular o meteoro e precisar várias informações. “Sabemos, por exemplo, que este meteoro era do tipo rochoso. Precisamos sua massa, peso (28 quilos), e que entrou em nossa atmosfera a uma velocidade incrível de 15 quilômetros por segundo, percorrendo o céu por uma distância de 50 quilômetros a uma altitude de 24 mil metros em três segundos”, contou.

Santiago afirmou que os cálculos iniciais indicaram que, de um total de 28 quilos, apenas cerca de 150 gramas do meteoro possa ter resistido à desintegração pós explosão e caído em território brasileiro. "Nossos cálculos indicam que o meteoro caiu no oceano, impossibilitando uma eventual expedição na tentativa de localizar o que sobrou dele”.

A Bramon, em parceria com o Reino Unido e a Europa, iniciou suas atividades no Brasil em janeiro deste ano com o uso de câmeras de monitoramento, coletando os primeiros dados detalhados sobre meteoros no país.