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Empresa deve apresentar plano de recuperação dentro de 60 dias

Divulgação/Aerovale

Com a crise do mercado imobiliário, a construtora joseense Penido e Pavimentadora pediu na Justiça recuperação judicial de seus empreendimentos, incluindo a obra do Aerovale, obra do aeroporto privado às margens da rodovia Carvalho Pinto (SP-70) em Caçapava.

De acordo com a ação, o grupo Penido solicitou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça) de São Paulo ajuda para que as dívidas sejam quitadas, por meio de um plano de recuperação, que deve ser apresentado dentro de 60 dias. As dívidas do grupo chegam a mais de R$ 35 milhões.

"A dívida foi originada pela crise que atinge o mercado imobiliário, por conta da baixa venda de imóveis", diz o advogado do grupo, Alex Costa Pereira.

No pedido, ainda são incluídas a própria construtora e a Penido Desenvolvimento Urbano e Participações. Segundo Pereira, o pedido é um auxílio para a reestruturação das dívidas das empresas.

"Este pedido já foi deferido pela Justiça e agora iremos apresentar o plano de recuperação, para que o grupo possa ter condições de cumprir com suas obrigações. Além disso, também é importante destacar que os bens do grupo giram entorno de R$ 350 milhões, dez vezes mais do valor da dívida", diz Pereira.

Para a elaboração do plano, uma empresa terceirizada foi contratada. "Uma grande empresa de consultoria foi contratada para elaborar o plano. Após a aprovação do plano, queremos resolver o quanto antes essa situação", explica o advogado.

Suspensão
A Justiça determinou, em caráter liminar, no início de março, a paralisação imediata das obras do Aerovale, aeroporto privado e condomínio empresarial em fase de construção em Caçapava. A decisão foi fundamentada em uma ação civil pública do Ministério Público que aponta construções feitas em APP (Áreas de Preservação Permanente).

De acordo com o advogado, ainda não há definições sobre a liberação da obra. "O Tribunal determinou a paralisação e irão analisar todas as ações. A construtora vai aguardar a análise", acrescenta.