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Empresas aeroespaciais de São José tem necessidades específicas em TI

Flavio Pereira/Meon

Mais de 50 empresários se reuniram no Parque Tecnológico de São José dos Campos para discutir as demandas, ofertas e tendências em TI (Tecnologia da Informação) para a cadeia produtiva do setor aeroespacial.

Realizado pela Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) com o apoio do CECOMPI, o evento teve a participação de oito empresas sediadas em São José, sendo três do Cluster Aeroespacial Brasileiro e cinco do Cluster TIC Vale. Enquanto o primeiro grupo expôs suas necessidades específicas em TI, o segundo apresentou sistemas e soluções desenvolvidas para o setor.

“O setor de TI é estratégico para a competitividade da indústria brasileira. Ele exige recursos, mas principalmente criatividade, e o Brasil já possui um nível de conhecimento espetacular nessa área. Ao favorecer a aproximação de dois segmentos tão importantes para a economia de São José dos Campos e do país, o evento de hoje contribui para fortalecer nossas empresas no cenário mundial”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Sebastião Cavali.

Na primeira palestra do evento, Carlos Rondina Mateus, supervisor do Cluster Aeroespacial, apresentou rapidamente os principais desafios do setor no país. “As exportações anuais da Embraer representam mais de US$ 4 bilhões, enquanto o restante da cadeia produtiva do setor responde por menos de US$ 100 milhões. Nós exportamos muito pouco. Temos que tornar nossas empresas mais competitivas no mercado global, e uma forma de fazer isso é implementar sistemas eficientes para controlar todas as etapas do processo produtivo”, afirmou.

Paulo Rocha, responsável de TI da Grauna Aerospace, uma empresa de usinagem fornecedora da Embraer, também apresentou uma necessidade. “Precisamos de um software adaptado ao nosso sistema de produção sob encomenda, e que seja implantado de forma adequada”, disse.

“Sistemas como o ERP (Enterprise Ressource Planning) atendem apenas processos de produção em série”, confirmou Marcel Fleming, da Epsoft, ao apresentar uma solução desenvolvida por sua empresa.

“O mercado de smart manufacturing traz inúmeras oportunidades”, acrescentou Alexi Condor, diretor de tecnologia da DataBot, uma empresa que atua no mercado de integração entre engenharia e TI.

Segundo Condor, um estudo publicado recentemente, mostra que a produtividade de um americano é equivalente à de quatro brasileiros. "O crescimento do PIB do país depende diretamente de nossa capacidade em impulsionar essa produtividade, e os ganhos em inteligência proporcionados pelos sistemas que desenvolvemos contribuem para este objetivo”, concluiu.