Estudantes de Taubaté mergulham na ciência e conquistam o ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia
A iniciativa de dois professores apaixonados por astronomia fez com que alunos de uma escola municipal de Taubaté conquistassem seis medalhas, entre elas, uma de ouro na 17ª edição da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica).










A iniciativa de dois professores apaixonados por astronomia fez com que alunos de uma escola municipal de Taubaté conquistassem seis medalhas, entre elas, uma de ouro na 17ª edição da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica).
Tudo começou quando dois professores foram tomar um cafezinho e se encontraram no meio do corredor da escola. Felipe Machado Mathídios dos Santos, que leciona geografia, e Rogério Amaral dos Santos, professor de filosofia, aproveitaram o intervalo para falar de sua paixão em comum por astronomia.
“Do bate-papo surgiu a ideia: vamos montar uma aula especial de introdução para nossos alunos? Fizemos e foi um sucesso. Disso surgiu depois o curso de iniciação à astronomia, que acontece à noite, fora do horário de aula, para os alunos que quiseram saber mais”, conta Santos.
Seis meses depois de começarem no curso, os alunos do 9º ano da Escola Municipal Sargento Everton Vendramel de Castro Chagas inscreveram nada mais que 80 trabalhos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, além de terem cadastrado 15 equipes para a 8ª Mobfog (Mostra Brasileira de Foguetes).
“A astronomia é algo que encanta quem a conhece. É uma ciência acessível e popular. Quem não gosta de olhar para as estrelas e nunca se perguntou sobre como será além do que vemos no universo? Foi tão legal a participação que a gente fez uma campanha para comprar um telescópio e conseguimos dois. Estamos muito gratificados, pois o interesse dos alunos aumentou”, detalha Santos.
Vencedores
Luciano Brito Ferreira Júnior, 14 anos, conquistou a medalha de ouro na OBA. O adolescente conta que não esperava o resultado, mas que se sente agora ainda mais motivado a ser engenheiro astronáutico. “Quero fabricar foguetes. Isso é incrível. Quanto mais eu aprendo, mais me interesso”, conta o estudante.
Antes das aulas de astronomia, Júnior disse que só tinha visto foguetes ou ouvido falar sobre o tema em documentários e filmes. “Esses professores são voluntários e fazem um trabalho ótimo. Nos levar a aprender uma coisa que não tínhamos nem ideia que estava acontecendo, é muito legal”, conclui.
De acordo com a especialista em astrofísica Dinalva Sales, que esteve recentemente com representantes da OBA e da Sociedade Brasileira de Astronomia, a comunidade científica se esforça para incentivar trabalhos como o dos dois professores de Taubaté.
“Tem projetos e instituições com materiais para ajudar, e muitas escolas não querem. Mas vamos continuar a incentivar porque contatos com projetos científicos como esse ampliam os horizontes dos estudantes e fomentam a ciência no país”, conclui Dinalva.
Assim como os alunos de Taubaté, Dinalva começou seu amor pela ciência nas escolas públicas de São José dos Campos e hoje é doutora em astrofísica, estudos feitos com bolsa da NASA, nos Estados Unidos.
Posts Relacionados


Ecomuseu CSJ realiza Mutirão no Dia Mundial da Limpeza no Jardim Pararangaba

Semana Nacional do Trânsito tem ações educativas nas rodovias do Vale do Paraíba
