De 04 a 10 de dezembro, São José dos Campos recebeu 74 alunos e 48 professores oriundos de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal para a XIV Jornada Espacial. A programação deste ano teve construção de foguetes, visita ao Túnel de Vento do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) e ao Laboratório de Integração e Testes.

A iniciativa é uma realização da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), contando ainda com o apoio de diversas instituições públicas e privadas. Os 74 alunos de Ensino Médio que participaram obtiveram o melhor desempenho entre os 744.137 estudantes que, em 13 de maio de 2016, participaram da XIX Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

prof_joao_batista_canalle

João Canalle, coordenador da OBA 

Pedro Ivo Prates/Meon

O professor João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA e da MOBFOG (Mostra Brasileira de Foguetes), conta que a Jornada Espacial surgiu em 2005, como uma forma de premiar alunos que se destacassem na olimpíada. “Acreditamos que eles mereceriam visitar o centro de produção do conhecimento aeroespacial brasileiro, São José dos Campos Os alunos são selecionados por estado, para que todos os estados sejam representados”, diz.

gabriela_jornada_espacial

Para Gabriele a jornada vai ser decisiva

Pedro Ivo Prates/Meon

Gabriele Araújo tem 17 anos e veio de Macapá. Ela diz que a participação na jornada vai ser decisiva na sua escolha profissional. “Esse evento é importante para incentivar a área, que é de interesse para toda a humanidade e pra mim, para que eu possa saber se é isso mesmo que eu quero profissionalmente”, conta.

Gilson Bezerra, de Teresina, pretende ser engenheiro mecatrônico. Ele já tem um histórico de participação em competições que envolvem a temática. “Já ganhei algumas medalhas e cheguei até a última etapa da seletiva internacional de astronomia, que foi esse ano em Barra do Piraí. São experiências incríveis. A gente tem que espalhar para nossos amigos e familiares como é importante participar de olimpíadas científicas e o que podemos alcançar através delas”.

jornada_espacial

Gilson pretende ser engenheiro 

Pedro Ivo Prates/Meon

Sobre os 48 professores, Canalle ressalta que eles vão ser os disseminadores do conteúdo da Jornada Espacial. Rafael Vieira, dá aula de Física em Belo Horizonte, participa da Jornada pela segunda vez. “Quando estão aqui, os alunos se dão conta de que é possível trabalhar na área, que é possível ser um engenheiro aeroespacial. Percebem que nosso país tem potencial para construir satélites, foguetes, não é coisa que só acontece fora daqui. E eles começam a acreditar que podem fazer parte disso”. Para o professor, a jornada também ajuda a ‘reciclar’ os próprios professores. “É um momento de novas aprendizagens, pensar novos projetos e que estejam fora da caixa”, diz.