Na rua Oswaldo Ricci, praça Andrelina Barbosa de Moura, Parque Martim Cererê, na região sudeste, morto (Arquivo Pessoal)

Uma das vítimas foi morta na praça do Parque Martim Cerere

Arquivo Pessoal/Meon

Três homens foram executados na manhã desta terça-feira (9) em São José dos Campos. Os crimes aconteceram nas regiões sul e sudeste da cidade. Gravações de voz divulgadas em redes sociais indicam que os crimes teriam ligação com a guerra entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e FDN (Família do Norte).

O primeiro ataque aconteceu na rua Benedito Portela Bimbo, no bairro Dom Pedro I, na zona sul, às 6h10. Três rapazes estavam próximo à praça Moab Cury quando um carro passou disparando vários tiros contra o grupo com revólvers de calibre .380 e 12. 

Leia Também

Dois homens, Adriano Cecilio de Sousa, de 37 anos, e outro ainda não identificado, morreram no local --um alvejado por seis tiros e o outro por sete. Um rapaz de 28 anos foi encaminhado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal, na Vila Industrial.

Na rua Oswaldo Ricci, ao lado da quadra da praça Andrelina Barbosa de Moura, no Parque Martim Cererê, na região sudeste, a quarta vítima teria sido executada, por volta das 3h30, quando moradores afirmam ter escutado vários tiros.

Desde à noite de segunda-feira (8), traficantes ligados ao PCC estão soltando alertas para que os membros da facção em todo o Estado fiquem em estado de alerta contra ataques dos grupos rivais.

São José teve 3 mortes e uma pessoa ferida na manhã desta 3ª feira

“Não fica panguando. Esses cara aí é lixaiada, não respeita ninguém, nem criança”, diz um dos membros do PCC, em uma gravação que está circulando em grupos do whatsapp. Outras mensagens informam sobre uuma suposta ordem para “mantança geral” de membros do PCC presos ou na rua, e também de seus parentes.

O delegado Célio José da Silva, diretor do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciário do Interior), responsável pela Polícia Civil em toda a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), disse que as gravações não tem fundamento. “Isso não existe, mas a investigação ainda está no início e a polícia não descarta nada”, afirmou o diretor.

O delegado seccional José Henrique de Paula Ramos descarta briga de facções e acredita que os dois ataques não têm relação. “Os crimes apresentam características muito diferentes, além da distância entre os locais”, declara. Segundo ele, entre as causas mais prováveis dos homicídios, estão acerto de conta por dívida de droga ou disputa de ponto de tráfico.

As guerras entre PCC e FDN causou uma chacina nos presídios do Rio Grande do Norte no início deste ano. A briga entre as facções também tem elevado o número de homicídios na região Nordeste do País.

Prisão

No final de novembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a prisão de 30 policiais civis de São José dos Campos acusados de auxiliar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Um dos envolvidos é o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Darci Ribeiro. De acordo com o tribunal, que votou de forma unânime pela decisão, os policiais ajudavam na manutenção do tráfico de drogas na zona sul da cidade.