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Petroleiros são contra a alta dos combustíveis e precificação do governo Michel Temer (MDB)

Sindipetro/Divulgação

Os petroleiros da Revap (Refinaria Henrique Lage) de São José dos Campos entraram em greve na manhã desta quarta-feira (30). O grupo está parado em frente à refinaria e é contra o aumento dos combustíveis e a privatização da Petrobrás.

Atualmente, a Revap conta com cerca de 1 mil funcionários e, ao todo, 70% dos trabalhadores devem aderir à greve, segundo o Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos). De acordo com o Sindicato, pelo menos 30% dos funcionários devem manter os serviços normalmente para que haja funcionamento na refinaria.

"Somos contra a política de precificação implementada pelo governo Michel Temer (MDB), que tem o objetivo de nivelar os valores com o mercado internacional. Os petroleiros acham que isso não tem necessidade, pois temos uma empresa brasileira e podemos praticar preços bem melhores. Com isso, há risco de privatização", explica o Sindipetro em entrevista ao Meon.

A Revap ainda não se pronunciou sobre o assunto. Até o momento, não há informação sobre o número exato de petroleiros que estão no movimento, que está sendo acompanhado pela Polícia Militar.

Liminar
Na última terça-feira (29), a AGU (Advocacia Geral da União) e a Petrobrás entraram com um pedido de liminar no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para evitar a greve dos petroleiros, que foi aceita pela ministra Maria de Assis Calsing. O pedido afirma que as greves nas refinarias são abusivas e "realizadas para incomodar". Em caso de descumprimento, os sindicatos deverão pagar R$ 500 mil como multa diária. Além disso, a liminar impede que os grevistas travem a entrada e saída de mercadorias e pessoas nas refinarias, o que inclui a Revap.

A Sindipetro de São José dos Campos afirma que não foi notificada sobre a liminar.