Pinda tem 27 notificações de H1N1 e duas mortes em investigação
No sábado (2), uma criança de três anos morreu com suspeita da doença


Números preocupam a secretária Sandra Maria (ao centro)
Divulgação/PMP
A Prefeitura de Pindamonhangaba informou nesta quinta-feira (7) que a cidade já soma 27 casos notificados de H1N1 e duas mortes estão sob investigação em 2016. No último sábado (2), uma criança de três anos morreu com a suspeita da doença.
Até esta terça-feira (5), por exemplo, a cidade registrava 18 notificações da doença, ou seja, o número de casos aumentou 50% em dois dias. Apesar do balanço, a prefeitura informou que não pode antecipar a vacinação na cidade.
De acordo com o diretor do Departamento de Riscos e Agravos à Saúde, Rafael Lamana, segundo o protocolo do Ministério da Saúde seria necessário um número elevado de casos confirmados de H1N1.
“Tudo o que depende de nós, da Secretaria de Saúde, está sendo feito. Todos os casos suspeitos estão sendo tratados como H1N1, independentemente do resultado laboratorial, que demora cerca de 15 dias. Não temos como antecipar a vacinação, que terá início seguindo o calendário oficial do Ministério da Saúde, em 30 de abril”, explica Lamana.
De acordo com a prefeitura, das 27 notificações, um caso foi descartados e 26 estão aguardando laudo do Instituto Adolfo Lutz. Ainda segundo a prefeitura, duas mortes também estão sob investigação e aguardam resultado de exame.
Conforme a médica epidemiologista, Cristina Andraus, a palavra-chave é prevenção. “Nessa época do ano, é comum a circulação de vários vírus respiratórios. Por isso, é necessário nos prevenirmos, principalmente as pessoas do grupo de risco, evitando lugares fechados e aglomeração de pessoas, além de lavarmos sempre as mãos”, explica.
“Em caso de sintomas como febre por mais de dois dias, dores no corpo, tosse seca, falta de ar, é necessário procurar atendimento médico. Se os sintomas forem leves, como somente coriza, por exemplo, indicamos que as pessoas procurem primeiramente o posto médico de seu bairro, evitando o pronto-socorro, onde há maior concentração de pessoas doentes”, completa Cristina.
O número de casos na cidade também preocupa a secretária de Saúde, Sandra Maria Carneiro Tutihashi. “Temos que ter uma série de cuidados daqui para a frente. A situação está posta, todo o Estado de São Paulo está em alerta. Criamos um gabinete de crise, que se reúne todas as sextas-feiras, para acompanhamento e decisões a respeito dessas situações de epidemia”, afirma.
Grupos de risco
São consideradas do grupo de risco, as gestantes, crianças com até dois anos de idade, puérperas (mulheres que pariram recentemente), idosos com mais de 65 anos, diabéticos, hipertensos, obesos e pessoas com doenças crônicas respiratórias. “As demais pessoas, consideradas saudáveis, não estão no grupo de risco, por isso não receberão a vacina distribuída pelo Ministério da Saúde, mas devem manter a prevenção”, informa a secretaria.
Apesar de não poder antecipar a campanha de vacinação, a secretaria afirmou que possui medicamento adequado suficiente para atendimento aos pacientes diagnosticados.
Dengue
Além da H1N1, Sandra Maria também alerta para a situação de dengue, que continua aumentando na cidade. “Hoje temos mais de 270 casos na cidade, inclusive entramos em situação de emergência na sexta-feira (1º), sendo o terceiro município da região a entrar nessa situação. Continuamos com as medidas de controle imediato. A diferença está na participação de todos, principalmente para acabar com os criadouros do Aedes aegypti”, conclui.
A prefeitura atualiza os números de casos de dengue todas às quartas-feiras. Para acompanhar, basta acessar o site da administração municipal.
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