Um protesto realizado por centrais sindicais contra o presidente Michel Temer (PMDB) bloqueou algumas das principais ruas do centro no final da tarde desta quinta-feira (18). Os manifestantes pediram o impeachment de Temer e a realização de novas eleições. 

Cerca de 200 pessoas participam do ato, que começou com uma concentração na praça Afonso Pena. Por volta das 17h45, o grupo seguiu em passeata pela rua Quinze de Novembro.

Munidos de faixas e cartazes contra o presidente, os manifestantes passaram pela Rodoviária Velha e continuaram pela avenida São José, retornando para a Afonso Pena.

O protesto prejudicou o trânsito na região central da cidade. Agentes de trânsito da prefeitura desviaram o tráfego para rotas alternativas. A Polícia Militar também acompanhou a manifestação.

"É importante fortalecer a mobilização. As ruas precisam mostrar sua força", afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá.

Escândalo

O STF (Supremo Tribunal Federal) abriu nesta quinta um inquérito contra o presidente Michel Temer, em um desdobramento dos conteúdos apresentados pelos empresários Joesley e Wesley Batista em acordo de colaboração premiada, por tentativa de obstrução das investigações na Operação Lava Jato.

Os donos da JBS, Joesley Batista e seu irmão Wesley Batista, gravaram uma conversa em que o presidente Michel Temer supostamente dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

A conversa com Temer teria ocorrido no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, residência do presidente.

No diálogo, Joesley teria dito ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, também preso na Lava Jato, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. "Tem que manter isso, viu?", disse Temer a Joesley, segundo relatou O Globo.

Em pronunciamento também nesta quinta, o presidente negou que tenha autorizado a Cunha e disse que não renunciará ao cargo.

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