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Maestro Marcello durante última apresentação da Orquestra Sinfônica, em dezembro de 2016

Murilo Cunha/Meon

O maestro Marcello Stasi, regente da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, falou sobre o corte na verba anunciado pelo prefeito Felício Ramuth (PSDB) nesta segunda-feira (9). Stasi afirmou que o anúncio pegou os músicos “de surpresa” e que não havia nenhum sinal de que o fim do contrato pudesse acontecer.

“As palavras do prefeito foram bem enfáticas e a gente lamenta que as coisas tenham acontecido dessa forma. Ficamos tristes, porque é um projeto de vários anos, que vinha conquistando cada vez mais o apoio do público. Fizemos um último concerto para mais de 9 mil pessoas no Vicentina, e isso é impressionante em qualquer lugar do mundo. A cidade tem que ter orgulho disso”, disse o maestro.

O último concerto da Sinfônica aconteceu em dezembro do ano passado, quando a orquestra apresentou a obra ‘Carmina Burana’ no Parque Vicentina Aranha.

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O fim do contrato com a Orquestra foi anunciado pelo próprio prefeito em sua página no Facebook. O motivo alegado é a contenção de despesas da prefeitura – a manutenção da orquestra requer um gasto anual de R$ 2,5 milhões, valor considerado incompatível com a atual saúde financeira do município.

Nas redes sociais, a reação foi dividida: uma parte dos internautas entende que o momento é de corte de gastos e que a atitude é necessária, enquanto outra afirma que o investimento em cultura não pode ser considerado supérfluo.

Um abaixo-assinado virtual pede que Felicio reveja a decisão, alegando que a Orquestra Sinfônica desenvolve projetos que facilitam o acesso da população à música clássica e possibilita a formação de novos talentos. Até o fechamento desta matéria, a petição tinha 2.080 assinaturas.

O produtor cultural Cláudio Mendel se disse “indignado” com a decisão, que no entender dele, foi apressada. “Um valor destinado a um setor não deve ser utilizado em outro, a não ser em casos de calamidade. O dinheiro da saúde não vai para a cultura e vice-versa”, disse.

A professora de música Clara Vilaça Zarur também lamentou o caso. "É muito triste, em casa estamos todos indignados. Não acho que esse montante vá solucionar problema algum de saúde ou de qualquer outro setor. O que me deixa mais indignada é que o pessoal tá dando muito pouca importância pra cultura e pra educação", afirmou.

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