Foi enterrado na manhã deste sábado (12), no Cemitério Municipal de Caçapava, o corpo do sambista Ruy do Pandeiro, nacionalmente conhecido após simular o próprio velório em 2005.

O velório e o enterro aconteceram exatamente como Ruy tinha planejado –a família seguiu as instruções deixadas por ele, que exigia que o evento fosse regado a muito samba e cerveja.

Em vida, ele sempre dizia que não gostaria de ver amigos e parentes tristes na sua despedida.

"O meu pai quer que tenha música e cerveja, não quer ninguém chorando, por que ele foi para o céu e lá está em festa hoje. E ainda mandou colocar 'Aqui samba Ruy do Pandeiro' na lápide, porque ele não gostava da palavra jaz", afirma a filha do sambista Érica Amaral de Macedo Silva, 37.

Em vários momentos durante o velório um grupo se juntava pra tocar um samba, perto do caixão. Veja um desses momentos:

 

 

Na hora mais difícil do velório, que é a hora de fechar o caixão e dizer adeus, os amigos e familiares fizeram uma oração católica, seguida de uma oração espírita e, pra não fugir à regra, a cerimônia terminou com uma grande roda de samba em volta do caixão, com a participação de mais de 100 pessoas. Veja como foi:

 

 

Na hora do sepultamento, todos foram em procissão carregando o corpo enquanto cantavam em coro o samba escrito por Ruy. E, pra terminar a homenagem, o caixão desceu à cova ao som de uma grande salva de palmas.