edicao_2018_da_corrida_do_queijo_darren_staples_reuters_estadao

Encarar uma campanha política não é brincadeira

Divulgação

Com o passar dos dias e a conseqüente aproximação de outubro, o quadro político brasileiro começa a ganhar forma de definição, mas nesses próximos quatro meses ainda ocorrerão mais desistências de continuar no páreo. Encarar uma campanha política não é brincadeira, ainda mais a presidente da República quando, além de muito dinheiro, é preciso um roll de propostas consistentes e um passado, no mínimo decente, sem marcas que venham corroborar com a desaprovação junto ao eleitor.

Três meses atrás no quadro de postulantes o número de partidos que pretendiam lançar candidatos próprios chegava a 15, a maioria chamada de ‘’nanicos’’, em alusão ao tamanho que eles representam. Com a prisão do ex-presidente LULA, recolhido na sede da polícia federal em Curitiba, PR, cuja condenação em todas as estâncias não deixou brechas para que a defesa dele conseguisse protelar a prisão, deixou o páreo e frustrou os “apostadores’, digo eleitores, que não mais jamais sonharam em ver o grande chefe trancafiado, esperneando na tentativa de lograr pela terceira vez a presidência da República.

Pouco antes de Lula ser preso, outro pré candidato também deixou o páreo. Luciano Huck, apresentador da Rede Globo ensaiou, pesquisou, consultou amigos e principalmente familiares e parou por aí. Não será candidato, mas vai apoiar e incentivar a eleição de quem ainda não têm vícios, ou estejam ligados a siglas comprovadamente com a ficha suja.

Sem Lula da Silva e Luciano Huck, o páreo parecia completo, mas isso durou pouco, com a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa, que filiou-se ao PSB – Partido Socialista Brasileiro. Menos de dois meses depois da filiação, vem a público declinar do convite, para o desespero de quem já contava com Barbosa na cabeça de chapa, como os pré candidatos a Deputado federal e estadual.

A última desistência foi do atual presidente Michel Themer, que como os demais, tinha a ambição ir para as urnas e garantir mais quatro anos no cargo. O desgaste com a escolha de ministros envolvidos em escândalos e carentes de credibilidade, o levou a desistir de enfrentar os adversários nas  urnas.

Esse quadro certamente ainda não está definido, mesmo porque nem se discutiu ainda de maneira mais séria, a questão das coligações. Os que já anunciaram a candidatura mesmo como pré, não abrem mão, por enquanto e querem valorizar o passe. Pelo jeito o páreo imaginário ainda poderá sofrer novas baixas.

Nivaldo Marangoni