Projeto no Campos São José completa um ano valorizando a cultura local
Ecomuseu encontra artistas do artesanato e culinária do bairro joseense


Talentos artísticos dos moradores é valorizado nas ações do projeto
Divulgação
Valorizar aquela receita da vovó, fuxico, boneca de pano e outros tantos saberes populares como patrimônios culturais tem sido o desafio do projeto Ecomuseu Campos São José, que completa um ano de atuação no bairro da zona leste de São José dos Campos. Iniciado em março de 2015, o projeto encontrou verdadeiros artistas da cultura popular perdidos em meio à comunidade do bairro.
A iniciativa do Centro de Estudos da Cultura Popular, órgão ligado ao Museu do Folclore, realiza reuniões semanais com os moradores para identificar e fortalecer o patrimônio cultural da vizinhança. Foi então que verdadeiros tesouros culturais começaram a ser revelados.
“É um bairro com uma população importante de imigrantes de outros Estados. Isso faz com que a comunidade reúna manifestações culturais diferentes que nos oferecem um variado acervo. O projeto ajuda a mostrar para esses moradores o quanto estes saberes são ricos para a preservação da nossa cultura”, explica Maria Ciqueira Santos, coordenadora do projeto.
O projeto ajuda a mostrar o quanto esses saberes são ricos para preservar nossa cultura
Maria Santos Coordenadora
Feira
Por sugestão dos próprios participantes, o grupo realiza, desde setembro de 2015, a Feira de Saberes e Fazeres – Trecos e Cacarecos, onde os moradores vendem e expõem seus trabalhos. Neste sábado (12), acontece mais uma edição. O evento acontece das 10h às 14h no Parque Alambari, no Campos São José.
Desta vez, além da exposição e venda dos trabalhos realizados pelos moradores, a feira também contará com uma oficina de máscaras e bonecões. A vivência será ministrada pela folclorista Ângela Savastano.
“Esta será a terceira parte de uma oficina que começamos a oferecer para os participantes do grupo no mês de fevereiro. Trata-se de técnicas para confecção de máscaras e bonecões com goma e papel jornal. É tudo gratuito, para quem quiser chegar.”
Ações
Ao longo deste ano de atividades, a mobilização da comunidade acabou extrapolando as questões artísticas para movimentar outras ações de interesse comum da comunidade. Este ano, os moradores promoveram a plantação de mudas em uma área de replantio às margens do rio Alambari.
“Outras coisas interessantes aconteceram por causa da participação dos moradores em seu próprio território. A ação mais recente é a criação de meios para a captação de água de chuva”, comenta a coordenadora.
O desejo agora é de que o projeto seja levado até outras comunidades da cidade. De acordo com Maria, já há uma movimentação em busca de financiamento para estender a atuação do Ecomuseu. “Seria um sonho replicar esse projeto em outras regiões”, conclui.
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