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Filme conta história cantor Nasi

Divulgação



A voz rouca, os trejeitos no palco e os maiores sucessos de Nasi todos já conhecem. Agora, os fãs, e até mesmo quem conhece apenas uma música ou outra, poderão ver mais sobre a carreira e a vida do cantor no documentário “Você Não Sabe Quem Eu Sou”.
Na direção do longa-metragem estão os joseenses Alexandre Petillo, Rogério Correa e Rodrigo Cardoso, da produtora Kurundu Filmes.

O filme, que estreou nesta segunda-feira (11) no festival In-Edit em São Paulo, traz a vida e todas as passagens, polêmicas ou não, do vocalista da banda paulistana Ira! O jornalista Alexandre Petillo, que assina a biografia de Nasi com Mauro Betting, explica que o documentário começou a ser pensado logo depois do lançamento do livro, em 2012. 
“A ideia é que o filme continuasse de onde o livro parou, A gente queria retratar essa fase mais tranquila da vida do Nasi, mas também contar as histórias dele da banda, da briga com o irmão dele”, afirmou Petillo.

Religião 
Entre as diversas histórias que contam a carreira e vida de Nasi, está a entrada dele na religião iorubá e a relação dele com seu guru Babá King. “Quando aconteceu a briga com o Ira! e o irmão dele, o Nasi mergulhou na religião. E foi essa mudança que salvou a vida dele”, disse Petillo.

A personalidade, digamos, explosiva, porém, não saiu de Nasi. “Ele mudou de opinião várias vezes e tivemos que fazer alterações pouco antes de lançar o filme”, recorda o jornalista que, ao mesmo tempo que gravava a história do roqueiro também finalizou outro documentário, o “Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94.” “O Sem Dentes tinha o factual, que era a comemoração dos 20 anos do selo Banguela Records. Então a gente conversou e deixou o filme do Nasi na gaveta durante um tempo e retomou logo depois”, explicou Petillo.

Exibições
Depois de ser exibido em São Paulo, Alexandre Petillo tem planos para que o filme seja exibido na região. A intenção é que o filme seja precedido de um show do cantor. “Estamos conversando com o Sesc de São José dos Campos, ainda não é nada certo, mas as conversas estão bem adiantadas”, explicou o jornalista que não esconde a alegria com a produção do documentário.

“Foi emocionante trabalhar com um grupo de amigos, daqui de São José, acompanhando o Nasi em shows, com o nosso dinheiro. Foi bem bacana. E as pessoas poderão acompanhar os bastidores de um artista de uma forma como nunca ninguém viu. Tanto o fã quanto o cara que só acompanha de longe vão encontrar boas histórias.”