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Maioria das bolsas europeias sobe com balanço da Alcoa

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em leve alta nesta quarta-feira, 09, sem grandes fatores guiando os mercados, mas com certo otimismo em relação ao início da temporada de balanços nos EUA. Por outro lado, os temores com a crise no Iraque e a turbulência com o português Banco Espírito Santo (BES) inspiraram cautela. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou praticamente estável, com queda de 0,01%, aos 339,96 pontos.

O maior destaque do dia é a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, que pode trazer mais pistas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana. O documento será divulgado às 15 horas (de Brasília), mesmo horário em que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fará um pronunciamento.

A companhia de alumínio Alcoa deu início ontem à temporada de resultados corporativos do segundo trimestre nos EUA. A empresa informou que reverteu prejuízo e teve lucro líquido de US$ 138 milhões (US$ 0,12 por ação), com receita de US$ 5,8 bilhões. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam um lucro por ação de US$ 0,12 e uma receita de US$ 5,66 bilhões. Enquanto isso, os investidores esperam com ansiedade a ata do Fomc, especialmente após o forte desempenho do mercado de trabalho em junho, que já levou grandes bancos a anteciparem suas previsões de quando ocorrerá o primeiro aumento de juros no país. Além disso, a fala de Draghi também pode trazer novidades.

Nesse cenário, o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 0,40%, aos 4.359,84 pontos. Mesmo assim, Safran (-1,86%) e Société Générale (-0,95%) fecharam em queda, após terem suas recomendações rebaixadas por analistas.

Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,36%, aos 9.808,20 pontos, em um movimento de recuperação após três sessões seguidas de queda. As ações do Deutsche Bank subiram 1,57%, após o JPMorgan elevar seu preço-alvo para o papel. A Lufthansa (+1,04%) também avançou, depois de anunciar novos planos de oferecer voos mais baratos e reduzir capacidade.

Na Bolsa de Londres, por outro lado, o índice FTSE caiu 0,30%, aos 6.718,04 pontos. Duas seguradoras, a Aviva (-3,63%) e a Admiral (-3,30%), lideraram as baixas. A primeira decepcionou os investidores com seus planos de reformulação, enquanto a segunda divulgou previsões de lucros cautelosas.

Já em Lisboa, onde o índice PSI teve forte retração de 2,13%, aos 6.371,43 pontos, o destaque foi o notícia sobre a crise financeira no grupo Espírito Santo. As ações do banco despencaram 4,65%, em meio a relatos de que a holding do conglomerado deixou de pagar o cupom de algumas dívidas de curto prazo. Os yields dos bônus do banco subiram forte hoje, afetando até mesmo o custo para assegurar a dívida soberana portuguesa contra calotes. Além disso, a Moody's rebaixou o rating do Espírito Santo Financial Group para Caa2, de B2, e manteve a revisão para possível novo rebaixamento.

Na Bolsa de Milão, o índice FTSE-Mib subiu 0,89%, aos 20.885,36 pontos. E em Madri o índice IBEX-35 avançou 0,54%, aos 10.746,90 pontos.

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