Caminhoneiros: Sebastião Coelho e líder de categoria anunciam paralisação nacional para 4/12

Movimento prevê iniciar greve na quinta-feira (4)

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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O desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, anunciaram em vídeo conjunto a intenção de protocolizar uma ação para dar legalidade jurídica à paralisação geral da categoria, prevista para começar em todo o país a partir da próxima quinta-feira (4 de dezembro).

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Chicão Caminhoneiro afirmou que o movimento terá o suporte jurídico de Sebastião Coelho para garantir que o ato esteja “dentro da legalidade que a lei estabelece”.

Duas Pautas em Debate: Classe e Política

Embora alguns representantes da categoria afirmem que o movimento não tem ligação político-partidária, a paralisação se apresenta com duas pautas distintas:

1. Pauta da Categoria (Melhorias Profissionais):

• Estabilidade contratual do caminhoneiro.

• Garantia do cumprimento de leis vigentes.

• Reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas.

• Aposentadoria especial de 25 anos de trabalho comprovado.

2. Pauta Política (Apoio de Sebastião Coelho):

Aliado de Jair Bolsonaro, o ex-magistrado havia convocado separadamente uma paralisação em prol da anistia ao ex-presidente e a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“O objetivo é a anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de Janeiro e para o presidente Bolsonaro… Qual é o destinatário dessa paralisação? O Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, declarou Coelho.

Coelho instrui que, de início, a paralisação deve ser por setores, mas com adesão ampla de todos os serviços, exceto bombeiros, hospitais e ambulâncias.

Histórico de Paralisação

A última grande greve dos caminhoneiros ocorreu em 2018, durando dez dias. À época, o protesto foi motivado pelos reajustes frequentes nos preços dos combustíveis, causando desabastecimento nacional e só sendo encerrado após o governo federal acolher parte das exigências da classe.

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