Região

Taubaté e São Luiz do Paraitinga recebem espetáculo sobre reconexão com a natureza

Companhia Quase Cinema estreia espetáculo “A Floresta que Habita em Nós” com apresentações gratuitas e presenciais nesta sexta (3)

Escrito por Gabriel Campoy

03 DEZ 2021 - 14H07

Divulgação

Novo espetáculo da Companhia Quase Cinema criado durante o período de isolamento social na pandemia, “A Floresta que Habita em Nós” é um convite, um alerta e um chamado para a reflexão sobre males de nosso tempo que afetam nosso cotidiano e nosso futuro. As apresentações presenciais acontecem a partir desta sexta-feira (3) em locações a céu aberto e de forma gratuita, compartilhando suas histórias e buscando o diálogo de forma próxima e acessível ao público.

A falta de cuidado com a natureza e a incapacidade de compreensão das consequências dos nossos atos são alguns dos pontos trazidos desde a concepção e desenvolvimento do projeto, que tem como uma de suas referências o ambientalista indígena Kaká Werá Jecupé.

“A Floresta que Habita em Nós” teve seu desenvolvimento realizado a partir de conversas e encontros virtuais com representantes dos povos da floresta, artistas e antropólogos, como com Daniel Munduruku, com trocas e proposições para colaboração do processo artístico.

Para os indígenas os sonhos são os meios de validação de suas hipóteses sobre o mundo e segundo as sabedorias antigas os portais para os quatro estados de consciência: a consciência dorme no reino mineral, sonha no reino vegetal, acorda no reino animal e desperta no reino humano.

“E quando o canto da maritaca se calar e as onças não tiverem o que comer. E quando a terra morrer e as sementes não germinarem. E quando os rios secarem e o cheiro da morte dominar. Não haverá poesia, nem cores, nem música. Antes que seja tarde demais, vamos sonhar com as flores, falar com os pássaros, brincar com os peixes, ouvir nossos ancestrais e celebrar a vida”, reflete o diretor da Cia, Ronaldo Robles.

Agora, o antes performativo, aponta possíveis caminhos para dialogar com uma sociedade fragmentada, imediatista, pós-pandêmica, alijada de direitos e desejos inerentes à natureza humana. O caminho possível. Aqui, agora o leitmotiv está nas mudas de plantas que remetem à floresta em estado bruto, potente, viva, que remete ao que ainda respira dentro de nós. A floresta que habita em nós. Em detalhes, cores, formas, sensações, sons e imagens.

“É preciso que a gente se reconecte com nossa essência, e através da arte, da espiritualidade, dos cantos, que a gente se conecte novamente com a terra. Plantar, diminuir o lixo, buscar uma forma de vida mais simples, buscar outras formas de troca baseadas em outras sabedorias. É pela reconexão com a terra que podemos buscar um caminho de cura. O sopro da vida existe em cada um de nós”, afirmou a ativista indígena e artista Naiara Tukano em recente entrevista.

O espetáculo “A Floresta que Habita em Nós” também pegou o caminho aberto por artistas como Chico Mendes e todos aqueles que lutam para preservar a vida:

“A floresta existe em cada um de nós, basta procurar dentro”, completa Silvia Godoy, diretora da Cia Quase Cinema.

Dia 03.12, sexta-feira, às 19h30

Comunidade do Heliópolis - São Paulo

Rua Santa Angela de Merici, nº 10 viela casa 32, próximo ao CINEFAVELA


Dia 04.12, sábado, às 20h

Biblioteca Nelson Ferreira Pinto - São Luiz do Paraitinga

Endereço: Rua Cônego Costa Bueno n⁰4 (espaço externo localizado ao lado da Igreja Matriz) Dia 05.12, domingo, às 19h30 Sítio do Pica Pau Amarelo - Taubaté

*Uso obrigatório de máscaras em todas as apresentações*

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Por Gabriel Campoy, em Região

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