Por Fábio Figueira Em Brasil & Mundo

Em São José, tetracampeão mundial, Zinho vê dificuldades para o Brasil no caminho rumo ao hexacampeonato

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Tetracampeão mundial, Zinho torce pelo hexa, mas vê dificuldades no caminho

Flávio Pereira/Meon

Tetracampeão mundial com a seleção brasileira em 94, Crizam César de Oliveira Filho, o Zinho, é um dos milhões de brasileiros que acreditam no hexacampeonato mundial, porém espera muita dificuldade pela frente. "Tem várias equipes até melhores como Holanda, Argentina e Alemanha".

Gerente de Futebol do Santos FC, Zinho esteve em São José dos Campos durante a intertemporada realizada no estádio Martins Pereira. Ao Meon, disse que não gosta de comparar seleções e mesmo o Brasil não sendo um dos favoritos ao título do Mundial de 94, o tetracampeão elege aquela geração como melhor do que a atual.

"Cada seleção teve seu momento, suas dificuldades e virtudes. Em 94, o Brasil vinha de um longo tempo sem conquistar um título de Copa, desde 70, eram 24 anos de espera. Tivemos uma eliminatória difícil, era diferente de hoje que é por pontos corridos, naquela época era dividido em grupos, chegamos na reta final para decidir nossa classificação contra o Uruguai. Já essa seleção nem disputou a eliminatória, passou momentos conturbados como a troca de treinador. Aquela seleção conquistou, entrou para a história, e essa ainda está buscando, mas em um astral muito bom e como brasileiro estou torcendo muito".

Zinho afirma que o grupo ainda não se encontrou como na Copa das Confederações e que parte coletiva tem que render mais para que os gols comecem a sair com mais tranquilidade. "O Fred é o homem gol e ainda não marcou nenhum. Ele não vai ser o melhor do jogo porque driblou, porque deixou alguém na cara do gol ou porque foi bem na marcação. O atacante vive de gols, mas a bola não está chegando, está tendo poucas opções, poucas bolas chegando pra ele, eu mesmo não lembro de nenhum lance que ele tenha ficado cara a cara com o goleiro, ou perdido um gol claro. Se não criar as jogadas para que ele finalize vai haver muita dificuldade", afirmou.

Sobre os rivais ao título da Copa do Mundo no Brasil, o gerente de futebol aposta no Chile como uma surpresa e que pode dificultar o caminho do hexa. "A Holanda não é surpresa e vem forte, já a Alemanha sempre será considerada favorita. O Chile pra mim não era surpresa, tinha chances claras de brigar por uma vaga e foi o que aconteceu. Seja Chile ou Holanda, o Brasil terá uma pedreira pela frente. Para os chilenos por exemplo, vai ser o grande jogo do Mundial, se eles pegam e vencem o Brasil nas oitavas de final, aí podem almejar a conquista do título. A Argentina não fez boas partidas, mas é o maior rival do Brasil, tem um forte poderio ofensivo e o caminho dos argentinos até a final é bem mais fácil que o do Brasil", conclui.

A seleção brasileira lidera o grupo A da Copa com quatro pontos -uma vitória sobre a Croácia por 3 a 1 e um empate com o México em 0 a 0. Nesta segunda-feira (23), o time de Luiz Felipe Scolari encara Camarões, às 17h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela última rodada da primeira fase.

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Tetracampeão mundial, Zinho torce pelo hexa, mas vê dificuldades no caminho

Flávio Pereira/Meon

 



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