Por João Pedro Teles Em Brasil & Mundo

Entre um jogo e outro de Copa, conheça filmes que levam ao cinema a história e a magia do futebol

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Mazzaropi em cena de O Corintiano, divertido longa sobre a paixão pelo esporte

Reprodução

A cada quatro anos, o clima de Copa do Mundo reafirma o futebol como uma extraordinária força de mobilização comum a diferentes culturas. Para entender este sentimento que ecoa para muito além dos onze contra onze dentro de campo, vale recorrer a uma extensa obra cinematográfica na qual o futebol é pano de fundo para explicar um pouco da psique humana.

Muito se afirma que a filmografia do futebol ainda não alcançou a repercussão de outros esportes, principalmente os americanos, quando se trata do cinema para o grande público. Mas se o alcance é menor, a qualidade dos títulos compensa a dificuldade para encontrá-los.

Entre os brasileiros, destaque para a comédia. O Corintiano (1966), de Amácio Mazzaropi, por exemplo, conta a história do barbeiro Manoel, fanático pelo time da capital paulista. As situações hilárias como brigas com os vizinhos palmeirenses, caça ao aparelho de rádio que noticia más atuações do Corinthians, além do hábito do barbeiro em comprar todos os jornais da banca após a derrota do time do coração são os pontos altos do filme.

A paixão clubística é tema também de O Casamento Romeu e Julieta (2005). Na trama, Romeu (Marco Ricca) é um corintiano que se passa por palmeirense para agradar a família de sua namorada Julieta (Luana Piovani), fanática pelo Palmeiras.

Já os brasileiros Boleiros (1998) e Boleiros 2 (2006) são registros dos bastidores do esporte contados pela visão de quem promove o espetáculo: os jogadores. De forma descontraída, as películas abordam episódios inusitados, cujos melhores momentos remetem ao romantismo do futebol nas décas de 1950 e 1960.

A opção pela comédia, entretanto, não é unanimidade entre os cineastas brasileiros. A temática do futebol está presente no pesado Linha de Passe (2008), de Walter Salles e Daniela Thomas. Neste caso, o futebol é relatado tanto como um efêmero alívio para a dificuldade do cotidiano na periferia de São Paulo, quanto como esperança de ascensão social às classes sociais desfavorecidas.

Documentários
O cinema verdade é o maior produtor de obras cinematográficas sobre o futebol no Brasil. Os documentários retratam a trajetória das lendas do esporte. Pelé Eterno (2004), por exemplo, mostra a dimensão mundial e os feitos do Rei do Futebol.
Garrincha, A Alegria do Povo (1963), que conta a história do craque das pernas tortas, Um Craque Chamado Divino (2006), sobre Ademir da Guia, e Santo Marcos (2013) são outros exemplos dos documentários brasileiros dedicados aos protagonistas do futebol.

Se os craques têm suas histórias registradas em documentários, com os clubes não é diferente. Grandes feitos dos times viraram roteiro de cinema.

A volta do Corinthians para a primeira divisão está registrada no documentário Fiel (2009), já os três títulos brasileiros seguidos e o mundial de clubes conquistados pelo São Paulo estão respectivamente nos filmes Soberano (2010) e Soberano 2 (2012).

Estrangeiros
Entre os melhores filmes produzidos sobre futebol fora do Brasil, destaque para a produção alemã Lições de um Sonho (2011). Ainda pouco conhecido no país, o filme mostra como o professor de inglês Konrad Koch venceu o preconceito e apresentou o esporte aos alemães em meados do século 19.

A animação argentina Um Time Show de Bola (2013) e o alemão Milagre de Berna (2003) são outras boas opções que aliam o futebol e a sétima arte.

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