Por Fifa Em Brasil & Mundo

Philipp Lahm: "Estamos a um passo do nosso sonho"

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Lateral alemão diz que chegou a hora da Alemanha

Getty Images/Fifa.com/Divulgação

É com muita determinação que Thomas Müller está aguardando a final da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 no histórico Estádio do Maracanã contra a Argentina. No domingo (13), o craque fará de tudo para levantar o troféu com os seus companheiros. Para eles, chegou a hora.

Em qualquer grande cidade da Alemanha haverá festas com dezenas de milhares de torcedores em eventos públicos para assistir ao jogo. Será a hora da verdade para o atacante, com seu apurado faro de gol. "A final da Copa do Mundo é, em termos de visibilidade e importância, a maior partida que um jogador pode disputar", afirmou Müller, sem deixar nenhuma dúvida de que está pronto para fazer história.

Para o jogador, que já marcou cinco gols no torneio, a missão está mais do que clara: depois de 1954, 1974 e 1990, os alemães querem comemorar o seu quarto título mundial. Ao falar sobre isso, até mesmo o sorriso do maior brincalhão do plantel de Joachim Löw desaparece para dar lugar a feições de seriedade.

Todos sabemos como os combativos alemães fracassaram contra a Argentina na final da Copa do Mundo de 1986, no Estádio Azteca da Cidade do México. Conhecemos também o dinamismo germânico que levou a equipe ao seu terceiro título quatro anos mais tarde, no Estádio Olímpico de Roma, também contra a Albiceleste. 

Obviamente, lembramos também do estilo ofensivo e do futebol alegre mostrado pelos alemães em 2010, que encantou o mundo, mas não foi suficiente para erguer a taça na África do Sul. Agora estamos vendo uma seleção alemã que se mostra equilibrada como nunca, reunindo em si todas as virtudes dos torneios anteriores e impulsionada por uma geração que está consciente de que é agora ou nunca.

Entre a euforia e o realismo
"Agora estamos a apenas um passo de realizar o nosso sonho e alcançar o objetivo que todos buscamos juntos", afirmou Philipp Lahm. O capitão alemão já conquistou a Liga dos Campeões da Uefa e a Copa do Mundo de Clubes da Fifa e está confiante antes de disputar o 113º jogo pelo seu país — que será também o mais importante.

"Quando estamos tão perto, resta fazer apenas uma coisa: colocar a nossa concentração total no momento. É exatamente isso que faremos no domingo para finalmente levar o troféu de volta para a Alemanha. Há muito tempo estamos esperando por essa conquista e trabalhando para isso."

A imprensa alemã diz que os jogadores estão a um passo da imortalidade. Para Lahm, de 30 anos, levantar a taça depois da final no Estádio do Maracanã significaria ficar no mesmo nível de ícones como Fritz Walter, Franz Beckenbauer e Lothar Matthäus.

Diante dos olhos da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente da Alemanha Joachim Gauck, ele tentará colocar a cereja no bolo da sua carreira. "Estou convencido de que a equipe conseguirá vencer de modo implacável", comentou o diretor técnico da seleção alemã, Oliver Bierhoff. "Chegamos tão longe e não queremos que tirem isso de nós agora."

Muita coisa está em jogo. No momento, Löw está se esforçando muito com os seus comandados para não perder de vista o grande objetivo. "Tenho a sensação de que todos nós estamos com os pés no chão e prontos para o último passo", afirmou o treinador, indicando com isso que a euforia depois da memorável goleada por 7 a 1 nas semifinais contra o anfitrião Brasil já deu lugar a uma sobriedade saudável há algum tempo.

Teste de fogo para a artilharia alemã
O centroavante Miroslav Klose, que também esteve presente na Copa do Mundo 2002, sabe da importância do confronto. "Será um jogo completamente diferente", afirmou. "É a final e obviamente sei muito bem como nos sentimos miseráveis quando perdemos uma partida dessas." O jogador de 36 anos, que marcou o seu 16º gol em Mundiais justamente contra os brasileiros e se tornou o recordista em gols da Copa do Mundo, acredita que a final será "emocionante e marcada por questões táticas". 

Doze anos mais jovem que Klose e na lista dos dez candidatos à Bola de Ouro adidas no Brasil 2014, Thomas Müller espera tudo menos mais um tranquilo passeio do selecionado germânico. "Precisamos ficar bem estruturados desde a defesa", afirmou o camisa 13. "Os zagueiros precisam mandar a bola com rapidez para o meio de campo.

Temos de virar o jogo de um lado para o outro com frequência. E não vamos nos permitir dar quatro toques na bola. Precisamos encontrar os espaços livres e fazer com que a bola chegue rapidamente lá na frente — mesmo se nos arriscarmos um pouco. Precisamos colocar pressão na defesa argentina."

E quanto a Lionel Messi? "Também entendemos um pouco sobre defesa, mas o importante é que joguemos em equipe", disse Müller. "Obviamente temos de ficar bem de olho nos talentos individuais do adversário, mas o objetivo principal é defender contra a seleção argentina, e não contra apenas um jogador."

Ao ouvirmos as palavras dos alemães, fica claro que eles têm também a maturidade necessária para conquistar o título. Mas os argentinos cansaram de mostrar justamente esta característica ao longo das últimas semanas. Portanto, estão presentes todos os ingredientes para uma tarde realmente especial no Rio de Janeiro.

"Infelizmente não conseguimos dar um giro para conhecer a magia da cidade", diz Müller. "Então só me resta uma razão para que tenhamos voltado ao Rio: e para vencer a Copa do Mundo", deixa claro.

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