Vasco sofre, mas vence Ceará de virada, evita vexame e retorna para a Série A
O sábado do Vasco foi de sofrimento, com um flerte com um dos maiores vexames da sua história. Porém, após sair atrás no marcador e ficar ameaçado de passar mais um ano na Série B do Campeonato Brasileiro, o time carioca reagiu no segundo tempo e virou sobre o Ceará por 2 a 1, no estádio do Maracanã, no Rio, e assegurou o retorno à elite do…

O sábado do Vasco foi de sofrimento, com um flerte com um dos maiores vexames da sua história. Porém, após sair atrás no marcador e ficar ameaçado de passar mais um ano na Série B do Campeonato Brasileiro, o time carioca reagiu no segundo tempo e virou sobre o Ceará por 2 a 1, no estádio do Maracanã, no Rio, e assegurou o retorno à elite do futebol nacional na 38.ª e última rodada.
Apesar da vitória, a torcida, que lotou o estádio, não perdoou a campanha ruim, principalmente no segundo turno, quando fez apenas 26 pontos, 13 a menos em comparação ao turno inicial, e fez fortes críticas ao presidente Eurico Miranda.
Embora tenha integrado o G4 durante toda a competição, o Vasco poderia ter deixado o grupo no momento mais importante, caso perdesse e o Náutico vencesse o Oeste – os pernambucanos perderam, em casa, por 2 a 0. Com 65 pontos, os cariocas evitaram um desastre e terminaram o torneio na terceira posição. Com 54 pontos, o Ceará ficou na 10.ª colocação e permanece na Série B.
Com a necessidade de vencer o jogo, a torcida cruzmaltina comprou todos os ingressos para a partida. Porém, o que deveria ser apoio, se transformou em pressão. Apesar da média de idade ser de 30,3 anos e de oito dos 11 titulares ter idade superior a 33 anos, o time era puro nervosismo e medo de não conseguir o acesso para a Série A. Sem conseguir manter a posse de bola, o time abusava dos passes errados e não tinha criatividade. Era tudo na individualidade, como aos 11 minutos, quando Thalles girou para cima de Ewerton Páscoa e chutou forte para a boa defesa de Éverson.
Foi a única vez que levou perigo ao adversário. Com a tensão cada vez maior, os erros se intensificaram e o Ceará começou a chegar no contra-ataque. Aos 16 minutos, os cearenses atacaram cinco contra três, mas não conseguiram aproveitar a vantagem numérica. Seguro durante toda a temporada, o goleiro uruguaio Martin Silva também sentiu a pressão e se atrapalhou em dois chutes. Por sorte não sofreu o gol.
Porém, na terceira tentativa, a falha foi cruel. Aos 27 minutos, após novo passe errado no meio de campo, Eduardo arriscou de longa distância e pegou Martin Silva desprevenido: 1 a 0. A torcida intensificou o protesto contra Eurico Miranda e começou a gritar Oeste, que fez 2 a 0 em cima do Náutico, no Recife, ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, bastaram quatro minutos para a virada. Eder Luis, que entrou no lugar do vaiado Diguinho, chutou forte, Éverson deu rebote e Thalles empatou o jogo, aos 2 minutos: 1 a 1. Aos 4, Madson cobrou lateral na área, Jorge Henrique ajeitou e Thalles marcou o segundo: 2 a 1.
De forma imediata, o Ceará respondeu na sequência com Wescley. O atacante recebeu livre na área e tocou por cima de Martin Silva. A bola bateu no travessão. O novo susto não intimidou a torcida, que esqueceu a campanha ruim da Série B e passou a ser total apoio ao time.
A experiência, que faltou ao time no início da partida, entrou em campo para administrar a vantagem. A cada falta, uma pausa para esfriar o jogo. Sem objetivo no campeonato, seja por acesso ou rebaixamento, o Ceará se conformou e não criou problema para o adversário. Apenas Rafael Costa, em lances individuais, tentava algo diferente, mas sem causar perigo. O Vasco segurou a vantagem e aguardou o apito final, com a divisão da torcida entre aplausos e vaias ao time.
FICHA TÉCNICA
VASCO 2 x 1 CEARÁ
VASCO – Martín Silva; Madson (William), Rafael Marques, Rodrigo e Julio César; Diguinho (Eder Luis), Douglas, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Julio dos Santos) e Thalles. Técnico: Jorginho.
CEARÁ – Éverson; Tiago Cametá, Ewerton Páscoa, Valdo e Eduardo; Richardson, Felipe (Ricardinho), Felipe Menezes e Wescley; Bill (Rafael Costa) e Lelê (Robinho). Técnico: Sérgio Soares.
GOLS – Eduardo, aos 27 minutos do primeiro tempo; Thalles, aos 2 e aos 4 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Thalles (Vasco); Richardson (Ceará).
CARTÃO VERMELHO – Valdo (Ceará).
ÁRBITRO – Thiago Duarte Peixoto (SP).
RENDA – R$ 924.630,00.
PÚBLICO – 49.259 pagantes (56.426 no total).
LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
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