Por Meon Em Brasil & Mundo

Wyclef: "Nunca vamos nos esquecer desta Copa do Mundo"

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Wyblef responde perguntas de internautas sobre Copa do Mundo

Divulgação/Fifa

Wyclef Jean é uma das maiores estrelas do mundo da música. Ele ficou famoso com os Fugees e depois trabalhou com artistas globais como Shakira, Timbaland e Justin Timberlake. Ele também tem outra paixão além da música: o futebol.

O astro nascido no Haiti irá se apresentar na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo da Fifa 2014™ junto com Shakira e Carlos Santana e falou com o Fifa.com sobre o que significa estar no Brasil para o Mundial, a emoção de se apresentar no Maracanã e suas esperanças para o futuro do futebol haitiano.

Como Wyclef esteve particularmente ativo no Twitter durante todo o torneio, parece justo abrir espaço para os seguidores do @FIFAWorldCup fazerem perguntas a Wyclef com a tag #AskWyclef, além das perguntas do Fifa.com.

Pergunta do usuário do Twitter @danialsha98:
Qual foi o seu gol preferido na Copa do Mundo da FIFA 2014?
Estamos sempre falando de gols, mas adoro os goleiros. Creio que o que Tim Howard fez foi incrível. Também acho que a Alemanha tem um goleiro incrível. Em relação aos gols em si, poderia escolher qualquer um do Neymar. Ele jogou de forma incrível antes se machucar. Houve alguns gols incríveis.

Pergunta do usuário do Twitter @prernaa7:
O que mais o surpreendeu na Copa do Mundo?
A energia dos países africanos, sua luta e aonde chegaram, como no caso de Argélia, Nigéria e Gana. Isso mostra que há uma evolução no mundo do futebol. Acho que os Estados Unidos também surpreenderam muita gente.

Pergunta do usuário do Twitter @JouJouzNYC:
O que você acha que a seleção haitiana deve fazer para se classificar para a próxima Copa do Mundo? Como você faria?
Eles precisam me colocar no comando, certo? É óbvio! (risos). O mais importante é se focar nos clubes do Haiti, onde os garotos começam a jogar muito jovens. Acho que como haitianos devemos investir no futuro do futebol e isso significa mais investimento para crianças mais jovens. Poderíamos falar sobre a Copa do Mundo, sobre se classificar daqui a quatro anos, mas tem de ser feito algo com as crianças que começam muito jovens. Eu também comecei a tocar muito jovem com um violão e cheguei a esta posição.

Além disso, há também os haitianos que jogam fora do Haiti. Acho que devem apoiar a seleção e dar orientação a ela em seu tempo livre. Acho que precisamos de um orçamento real focado nos esportes. Mas algo focado no futebol, porque o futebol ainda é o esporte nacional. Gostaria de ver algum dinheiro investido em crianças muito jovens.

O que você acha que a Copa do Mundo no Brasil tem de especial?
A Copa do Mundo no Brasil é realmente incrível porque nós, torcedores, nos identificamos muito com o futebol brasileiro, o estilo de jogo e a emoção da cultura. A Copa do Mundo poderia ser realizada em qualquer lugar do mundo, mas é no Brasil, e esta é uma das Copas do Mundo que será memorável e que nunca irei esquecer.

Você já encontrou algum astro do futebol?
O Ronaldo também estava no meu hotel, e a última vez em que fiquei daquele jeito foi com Michael Jackson. Estava tentando descer do meu andar para tirar uma foto com ele, mas ele já tinha ido. Quase chorei!

Você é obviamente haitiano com muito orgulho, mas mora nos EUA há muito tempo. O que você achou do desempenho americano no torneio e a repercussão lá?
A atuação foi mais do que excelente e estou animado porque os Estados Unidos agora podem se focar mais no futebol. Se tivermos a oportunidade de jogar novamente daqui a quatro anos, há muitas coisas que temos de melhorar. Não esqueça que, se um goleiro faz 16 defesas [Tim Howard], então o adversário passou pela defesa como se fosse água. Definitivamente temos de trabalhar mais a defesa, a resistência e também o ataque. É um ótimo começo, porque os estadunidenses estão orgulhosos. Eles não querem perder. Mesmo quando perdem, dizem: "nós perdemos, mas o nosso goleiro ganhou". Acho que é razão para motivação, e, nos próximos quatro anos, cada vez mais pessoas vão ver e gostar.

Como se compara o Maracanã a alguns dos locais em que você já se apresentou durante toda a sua carreira?
É uma loucura. A quantidade de pessoas, o espaço, a energia e o clima também. Eu vi o Maracanã vazio e já dava para sentir uma vibração, uma energia e uma cultura. Tocar lá é apenas uma das coisas legais que posso riscar da minha lista de desejos. Acho que os Fugees devem fazer um concerto lá, seria legal. Se os Fugees e os Marleys se juntassem e nós fizéssemos um concerto lá seria maravilhoso. Talvez isso seja algo no que pensar. Podemos jogar futebol antes do show.

Você enxerga a música e o futebol como algo que una as pessoas?
Música e futebol têm muitas semelhanças, e é por isso que eu amo muito o esporte. Uma das semelhanças é que há muitas pessoas que jogam futebol no mundo inteiro. Algumas delas jogam bem, mas nunca têm sucesso. É como a música. Há poucos de nós que são escolhidos e conseguem contratos com gravadoras e aparecer na TV. A imprensa escolhe as estrelas. E uma vez lá, há muita pressão. Se você jogar mal, a torcida pode cair em cima de você. É o mesmo com a música se você tem uma música ruim. Elas também compartilham a resistência. É um jogo de paciência. Estamos no estúdio e fazemos uma música de sucesso e depois as pessoas ficam impacientes esperando por uma música nova: "onde está a próxima?" E quando a música chega a você, é como marcar um gol!

Qual foi o seu momento favorito da Copa do Mundo?
Foi aterrissar no Brasil após a derrota. Nunca vou me esquecer. Eu estava com minha jaqueta do Brasil. Quando estava entrando no avião, alguns argentinos disseram: "Você tem certeza que não quer tirar essa jaqueta? Vou dar a você uma da Argentina!" Para mim esse será sempre o momento mais marcante porque foi chocante.

E, por fim, qual a sua previsão para a final?
Embora meu chefe seja um grande torcedor da Argentina, acho que os 11 jogadores da Alemanha vão jogar como se fossem um. Para mim, como um torcedor de futebol, isso é o mais importante.

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