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Adeus coisas, bem-vindo Minimalismo!

Movimento artístico faz convite à reflexão sobre o que é realmente importante na vida.

Marcela (Arquivo pessoal)

Escrito por Marcela Antunes

13 ABR 2021 - 13H24 (Atualizada em 14 ABR 2021 - 09H20)

Site Feliz Com a Vida Minimalismo (Site Feliz Com a Vida)

Quantos sapatos você tem? Muitas bolsas? Você costuma perder objetos dentro da sua própria casa? Fique sabendo que para muitas pessoas viver com menos coisas é o que traz felicidade. São os minimalistas. Você já ouvir falar neles?

Nos últimos dez anos, começamos a ouvir cada vez mais a palavra que é carregada de opiniões: minimalismo. Essa estética que tem como lema “menos é mais” vem crescendo nos universos da moda, arquitetura, design e até mesmo, como uma filosofia de vida, e ganhou ainda mais destaque depois do lançamento do documentário da Netflix Minimalism: A Documentary About the Important Things (uma ótima dica para você que está querendo saber mais sobre o assunto). Mas a pergunta é: viver com menos pode realmente te deixar mais feliz? É isso que vou te responder aqui! Acompanhe!

O movimento minimalista está presente no Ocidente, desde o século XX, mas é agora no século XXI que as pesquisas apontam que ele realmente veio para ficar. Sua força tem aumentado tanto, que alguns até arriscam em dizer que é um assunto ainda mais polêmico que o veganismo. Desse modo, não nos resta outra alternativa senão tentar entender como funciona esse mecanismo de desapego.

Segundo o blog da minimalista Fernanda Neute, o minimalismo é muito mais do que um estilo de vida ou uma preferência estética. É uma ferramenta que pode ajudar a todos aqueles que estiverem dispostos a se livrar dos excessos em favor de se concentrarem no que é importante para encontrar a felicidade, realização pessoal e, principalmente, liberdade.

O grupo de minimalistas não vê somente o conceito como algo que gera benefícios superficiais, como por exemplo, o prazer de um quarto arrumado ou a enorme facilidade de limpeza, mas como uma mudança fundamental, ou ainda, mais profundamente, como sendo o real significado da felicidade.

Para isso, não tão somente o abandono de muitos dos seus itens será necessário, mas também o esquecimento daquela velha ideia capitalista de que "quanto mais temos mais felizes somos". Isso porque, segundo a americana Francine Jay, autora do livro Menos é mais: Um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida, o objetivo das pessoas minimalistas é dar mais valor às experiências. A escritora explicou, em entrevista à Rede de Comunicação BBC, sobre o grande impasse existente entre tempo e coisas, dizendo que quando não somos dependentes das coisas ou não somos mais definidos pelo que possuímos, nossos potenciais e possibilidades são ilimitados. Desse modo, a busca do minimalismo é pela diminuição do consumo e pelo aumento de investimento em experiências, como mais tempo com amigos e família, viagens e atividades de lazer.

Além disso, nossa realidade cada dia mais digital também contribui para o maior apreço pelo minimalismo, especialmente, em peças de design como os logotipos. Com a quantidade de informações que conseguimos em apenas um clique, ser breve e ainda assim, conseguir transmitir a  mensagem é essencial. Segundo aponta o blog 3meios, uma peça publicitária tem de 4 a 9 segundos para conseguir conquistar a atenção de uma pessoa. Do contrário, a reação é simples. Apenas rolar o dedo e arrastar o feed da rede social para cima, ignorando completamente a divulgação. É por isso, que as marcas estão apostando em designs mais cleans e sem excesso de informação. Ser minimalista também pode estar atrelado ao comércio e vendas.

De uma forma ou de outra, a verdade é clara: todo mundo quer ser feliz. Mas comprar felicidade só nos deixa felizes por um tempo. Estamos um pouco perdidos quando se trata da verdadeira felicidade e tudo o que minimalismo está tentando fazer é se livrar dessa ilusão proposta pela sociedade de consumo. O movimento faz um convite de reflexão sobre o que é realmente importante na vida, assim nos chamando a desapegar sem medo. O que muitas vezes não percebemos é que desapegar de objetos é também desapegar de ambições vazias, relacionamentos abusivos e sentimentos tóxicos. Aqui, o importante é ser consciente de si e do seu papel no mundo.

Dizer adeus aos excessos e simplificar os ambientes é a chave minimalista para a verdadeira liberdade. É claro que sair da sua zona de conforto não é fácil, mas ter a mente mais relaxada e a sua casa mais tranquila visualmente, faz valer à pena. O importante, é tudo isso fazer sentido para você! O que conta é a tentativa e qual modo de viver te traz mais segurança e conforto.

Fique à vontade para me dizer nos comentários qual a sua opinião sobre esse movimento tendencioso. Você toparia abrir mão dos seus itens em busca desse significado inusitado de felicidade?

Marcela Antunes - 1° ano Técnico em Publicidade - Colégio Univap - Unidade Centro - São José dos Campos

Referências:

https://www.theguardian.com/books/2017/apr/12/goodbye-things-hello-minimalism-can-living-with-less-make-you-happier

https://www.westwing.com.br/revista/inspiracao-decor/o-minimalismo-e-a-tendencia-que-veio-para-ficar/

https://ouidesign.com.br/a-tendencia-do-minimalismo-e-o-design-atual/#:~:text=O%20minimalismo%20n%C3%A3o%20s%C3%B3%20deixa,as%20caracter%C3%ADsticas%20do%20design%20minimalista

https://www.felizcomavida.com/minimalismo

https://www.tresmeios.com.br/blog



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Marcela Antunes

Colégio Univap Centro - 1º Ano Técnico de Publicidade

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