Alunos

Beleza não é um produto

Influência dos novos meios de comunicação nos padrões de vida

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Escrito por Andressa Lopes Chaves

22 DEZ 2021 - 12H29

Divulgação WhatsApp Image 2021-12-22 at 12.15.32 (Divulgação)

A televisão é algo presente no nosso dia a dia, assim como as redes sociais e, às vezes, nem percebemos o quanto somos influenciados por esses meios. Nas novelas, programas e propagandas, existe a predominância de um padrão de beleza e nas redes sociais isso é ainda mais escancarado. Os influenciadores digitais ditam a cada dia, um novo padrão estético.

As lipoaspirações têm ganhado palco nas discussões de redes sociais, em específico uma nova cirurgia que ganhou fama: a “lipo LAD” serve somente para definir músculos e diversas influenciadores digitais fizeram ela. Todas já apresentavam um corpo magro e padrão antes do procedimento, e pior: elas fazem uma espécie de propaganda aos seguidores, incentivando-os a realizar também o procedimento.

A romanização de cirurgias e outros procedimentos estéticos é extremamente prejudicial e, infelizmente, é isso que acontece nas redes. Ao postarem propagandas desses procedimentos, essas pessoas, muitas vezes, criam a necessidade de realizar a cirurgia em pessoas que jamais pensariam em algo assim, apontando aspectos normais do corpo, como defeitos a serem corrigidos.

Os relatos incentivando a realização do procedimento dificilmente apresentam os danos que a ação pode oferecer, as pessoas podem morrer fazendo uma lipoaspiração, assim como a jovem Pâmela Baris, com corpo tido como escultural, que morreu em sua terceira lipoaspiração, devido a uma perfuração no fígado, durante a cirurgia.

O quão longe as pessoas vão para conseguir se enquadrar no padrão estético? Quantas pessoas morrerão em busca da perfeição, até que a mídia perceba que a beleza não é uma mercadoria ou um produto? Os influenciadores digitais percebem como podem afetar as pessoas somente com um texto? Pessoas que exercem influências sobre as outras deveriam ser mais responsáveis e tomarem mais cuidado ao tratar sobre assuntos que oferecem risco de vida às outras. Esse tipo de propaganda não deveria ser naturalizado.

Com supervisão de Yeda Vasconcelos, jornalista do Meon Jovem.





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Andressa Lopes Chaves

1º ano do ensino médio - Colégio Objetivo Aquarius - São José dos Campos

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