Alunos

Crônica: Falta

Saudade, o sentimento indescritível que remete a nostalgia de ser feliz

Foto Sara Recortada (Arquivo Pessoal)

Escrito por Sara Alves Costa Carreira

24 MAI 2021 - 14H40

Foto: Reprodução sol (Foto: Reprodução )

Estava quase adormecendo enquanto observava as estrelas reluzentes que cortavam o céu ao longo daquela estrada escura, em meio a sonolência decidi subitamente abrir meu coração e colocar os meus sentimentos contra a luz para entendê-los melhor. Lembrei-me então de cada momento maravilhoso que havia tido naquela noite, e logo pensei que aquele era o momento onde a saudade tomaria conta, mas como uma grata surpresa, nada me ocorreu.

Acredito que a saudades se tornou cotidiana, tão cotidiana quanto sentir o aroma do café fresco pairando no ar logo pela manhã. Mas, dessa vez ela não compareceu. Na verdade ela compareceu naquela noite de uma forma mais agradável e sutil, sendo uma daquelas sensações gostosas de nostalgia e felicidade incondicional. Depois de tanto tempo lutando contra esse sentimento, agora ele me traz conforto e alento nas noites mal dormidas que rotineiramente tenho.

Lembrava-me dos abraços, das risadas, dos beijos carinhosos e percebi que nada me faltava, apenas sentia que aquilo deveria ser eterno. Agora dou a esse sentimento o nome de saudades, a vontade de fazer eterno o que é passageiro. Aquele era o sentimento de querer viver uma felicidade ininterrupta.

Já eram duas da manhã e eu estava pensando no quanto havia aprendido com a dor da saudade, percebi que havia amadurecido e que isso era um bom sinal, mas acredito que a paz que eu senti naquele momento me fez adormecer. Como em um piscar de olhos, o relógio já marcava quase três da manhã e as estrelas haviam desaparecido, as luzes da cidade já não estavam tão distantes, estavam sobre mim, e logo percebi que a viagem havia chegado ao fim. A única coisa que pude trazer para me lembrar daquela noite era o perfume dele preso ao meu casaco, algumas fotos e lembranças incríveis.

Logo que passei pela porta, fui até a minha cama, deitei-me em um amontoado de cobertores quentes, sorri, e então adormeci novamente.

Com supervisão de Giovana Colela, jornalista do Meon Jovem.

Escrito por
Foto Sara Recortada (Arquivo Pessoal)
Sara Alves Costa Carreira

1º ano do Ensino Técnico em Administração - Colégio Univap - Unidade Centro - São José dos Campos

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Exclusivo | Comissão Pré-Julgadora

Boleto

Carregando ...

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Meon, em Alunos

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.