Por Sophia Moreira César de Oliveira Braga Em Alunos Atualizada em 01 JUN 2021 - 16H11

É impossível ser feliz sozinho?

Como o nosso cérebro nos afeta em tempos de isolamento social

Cérebro. Principal órgão do ser humano, centro do sistema nervoso e responsável pelo funcionamento corpo. Está diretamente relacionado com a inteligência, com a consciência e com a memoria, além de ser capaz de processar informações dos sentidos, iniciar movimentos e influenciar o comportamento emocional. Por mais poderoso que o cérebro seja, existem ações e situações que, muitas vezes, banalizamos e podem afetá-lo em grandes proporções.

No começo do ano de 2020, o planeta parou. A primeira pandemia, em anos, fez com que os quatro cantos do mundo entrassem em isolamento social. Todos focaram em se proteger do vírus, produtos como máscaras e álcool em gel nunca fizeram tanto sucesso. Conforme a situação se agravava, as pessoas se preocupavam em se proteger do que vinha de fora, esquecendo o mal que vinha, literalmente, de dentro.

Sem perceber, passamos a viver como no filme “a cinco passos de você”, e como a própria fala do filme diz, precisamos ser tocados (por quem amamos) quase tanto quanto precisamos de ar para respirar. Um simples toque é responsável pela liberação do hormônio ocitocina, também conhecido como hormônio do amor, responsável por desenvolver apego e empatia entre as pessoas, modular a sensibilidade ao medo (do desconhecido) e, de acordo com a cientista Débora Sucheki, é o hormônio da resiliência ao estresse.

A falta de ocitocina influi negativamente na saúde mental. Em tempos de quarentena, especialistas indicam a prática de exercícios físicos como fonte de liberação do hormônio. Um abraço nunca fez tanta falta, não é mesmo?

“É impossível ser feliz sozinho?”, esse foi o tema trazido em um dos episódios do podcast mamilos¹. Foi perceptível a maneira como a maior parte da população teve dificuldades em se adaptar ao “viver sozinho”. No entanto, esse modo de vida não é impossível! Como disse a filósofa contemporânea, Viviane Mosé, antes de pertencer ao mundo social, é preciso pertencer a nós mesmos. Por isso, é importante que tentemos buscar, nesses tempos tão difíceis, o nosso próprio eu interior para que não sejamos tão afetados por essas mudanças bruscas que o mundo, às vezes, impõem sem que possamos contestá-lo.

Notas:

¹: O podcast pode ser acesso pelo seguinte link: https://youtu.be/tEHD90cR2Qc


Escrito por
Sophia Moreira
Sophia Moreira César de Oliveira Braga

1º ano E - Colégio Poliedro - São José dos Campos, SP

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