Alunos

Você escuta música clássica?

Estereótipos que cercam o gênero musical e porquê ele deveria ser mais presente na atualidade

RAFAELLA FARFAN

Escrito por Rafaella Farfan Sousa

20 MAI 2021 - 12H51

Foto: Reprodução partitura (Foto: Reprodução)

É raro encontrarmos uma pessoa que não gosta de música, certo? Fones de ouvido estão muito presentes na vida das pessoas do século XXI e a música é uma forma de encontrarmos paz e ficarmos por alguns minutos submersos em um mundo só nosso. E em meio a diversos gêneros musicais, é natural que uns sejam mais presentes no cotidiano da população do que outros; enquanto muitos passam despercebidos e são esquecidos com o tempo. A música clássica é um deles; um gênero musical esquecido pelo tempo que geralmente (e infelizmente) gira em torno de classes mais altas e é julgada pela maioria das pessoas como sem graça e antiquada, restringida a música de estudos ou para pegar no sono. Mas e se eu te disser que pode ser muito mais que isso?

Primeiramente gostaria de tentar quebrar alguns estereótipos abordados frequentemente quando citamos a música erudita, como, por exemplo, a ideia de que é algo restrito a uma classe social. Infelizmente, não posso contradizer o fato de que a educação musical no Brasil é algo inacessível para a maioria das pessoas, e que apesar de termos iniciativas como Projeto Guri, Som+Eu, Ação Social pela Música do Brasil etc., eles não são encontrados em todas as cidades e muitas vezes são desconhecidos nas regiões em que atuam. Mas ainda que a educação não seja de fácil acesso, a música em si é.

Escutar e apreciar qualquer tipo de música é bem mais fácil atualmente com a internet, tornando a contemplação da arte mais alcançável na nossa realidade. Além disso, você sabia que um ingresso para concertos de orquestras incríveis como a Sala São Paulo custa cerca de 5% do valor de um ingresso para o festival Lollapalooza? E com programações super legais como a recém chegada Candlelight - uma série de concertos ao vivo e à luz de velas -, a experiência pode se tornar ainda mais mágica.

Foto: Reprodução/São Paulo Secreto
Foto: Reprodução/São Paulo Secreto


Outra questão bastante discutida é o racismo dentro da música clássica. O fato da história desse gênero musical ser repleta de homens, em sua maioria brancos, frustra muitas pessoas que sentem falta de representatividade negra e da presença de mulheres nas composições. Isso também desencoraja muitos a seguirem o caminho dos estudos e distancia as pessoas de escutarem as obras. Com isso, acredito que se evidencia a necessidade de propagar a música erudita e encorajar as pessoas a incluírem esse estilo em suas vidas. Porque afinal, é uma forma de arte, e arte deve ser distribuída a todos; sem distinção de cor, sexualidade ou classe social e tornando alcançável um gênero musical com tanta beleza que por muitas décadas foi restrito a um pequeno grupo de indivíduos.

Mas tem como gostar de algo do dia para a noite? Pode ser que você não se identifique com a primeira obra que ouvir, mas isso é natural, pois geralmente escutar algo diferente do que estamos habituados pode ser um choque. Continue buscando, porque vai achar algo que vai te despertar a vontade de ouvir mais. Por isso, ainda quero citar o estereótipo de que “música clássica é chata”. Essa afirmação geralmente vem da falta de contato com o gênero musical, então, acredite, algumas obras podem te fazer chorar, sonhar e até dançar. Por isso, se você ainda não escuta música clássica, tente dar uma chance; pois pode se tornar seu tipo de música preferido.

E para encerrar, deixo algumas recomendações que podem te ajudar a entrar nesse universo: 12 Études, Op. 25: No. 11 in A Minor “Winter Wind”, de Frédéric Chopin; Estampes: I. Pagodes. Modérément animé, de Debussy; Serenade for strings in E Minor, Op. 20, de Edward Elgar; Violin Concerto In D Minor, Op. 47, de Jean Sibelius; Ballade No. 1 in G Minor, Op. 23, de Frédéric Chopin; String Quartet No. 8 in C Minor, Op. 110, de Dmitri Shostakovich e Introduction and Rondo capriccioso in A minor, Op. 28, de Camille Saint-Saëns.

Com supervisão de Giovana Colela, jornalista do Meon Jovem.

Escrito por
RAFAELLA FARFAN
Rafaella Farfan Sousa

2° ano - Colégio Embraer Juarez Wanderley - São José dos Campos, SP

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