01/08/2022

Confira o texto de Ryan Romero Pereira

Escrito por: Ryan Romero Pereira3 min de leitura
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Estive pensando como as coisas mudam.

Me lembro quando minha rotina era ir para a escola ao meio dia, voltar às 17 horas, ficar jogando lego piratas do Caribe enquanto tomava sorvete que meu pai comprou.

Hoje tudo mudou, minha rotina não chega nem perto disso, e eu garanto que a cada dia que passa a rotina se distância do que era antes.

Eu faço 15 anos em 2 dias, gosto de pensar que é a metade de 30, e com isso imagino que apesar de tudo o que eu já fiz, a minha vida está apenas começando, se eu viver tudo de novo eu terei 30 anos, que é bem longe da idade em que eu sentarei no meu sofá para aproveitar a aposentadoria.

Mas também penso como o tempo passa rápido, há alguns dias minha alegria era ver meu pai chegar no final da tarde, hoje é eu chegar ao final da tarde.

Às vezes eu tenho uns choques de nostalgia daquela época, mas vejo esse sentimento de dois modos.

O primeiro é como algo feliz, pois gosto de lembrar momentos bons, as noites que eu passava jogando com meu irmão após passar a tarde toda na rua, brincando com pessoas que hoje eu nem me recordo os nomes.

O outro lado da nostalgia é um poço melancólico, pois ao me sentir nostálgico apenas ao lembrar de momentos felizes, tenho a sensação de que a melhor parte da minha vida já se passou, mas eu sei que não é verdade.

Minha rotina pode ser monótona em sua maior parte, porém é gratificante ver que estou próximo de grandes coisas, em 3 anos acabarei a escola e a minha vida finalmente começará mesmo.

Apesar de ter um problema com socializar, eu até que consigo fazer amigos fora da internet, imagino quais serão as pessoas que eu chamarei de amigo em alguns anos, afinal, as coisas mudam, e mudam rápido demais. Um exemplo é a própria pandemia, me lembro até hoje quando do nada os mercados lotaram, e em menos de uma semana tudo foi cancelado, ficamos dois anos trancados em casa, o que foi um ultimato para muitas pessoas, e agora do nada mais uma vez, tudo volta ao normal sem, deixando sequelas na economia, mas isso é papo pra outra hora.

O meu maior problema com o tempo é que eu sinto não estar o aproveitando, gosto de acreditar que aproveito meu tempo estudando para fazer o que gosto depois, eu falo isso mas mesmo assim tenho esse problema porque eu já não gosto de sair de casa, ir em festa é algo completamente fora de cogitação, eu gosto do meu computador, meus jogos, minhas músicas, e por algum motivo para algumas pessoas parece um absurdo alguém da minha idade não sair pra farra e voltar no outro dia, elas parecem não entender que minha festa é meu fone acompanhado de meus pensamentos.

Com supervisão de Isabela Sardinha, jornalista do Meon Jovem.

Ryan Romero Pereira
Ryan Romero Pereira

1º ano do ensino médio - Instituto Ideia - São José dos Campos

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