47 ronins
Cena do filme Divulgação/Moviecom Algo que me chamou muito a atenção nas minhas idas ao cinema era nada mais que o trailer do filme “47 ronins”, interpretado por Keanu Reeves e dirigido por Carl Erik Rinsch. Fiquei impressionado, pois me pareceu que seria um daqueles raros filmes épicos, repleto de ação, com uma história rica […]


Cena do filme
Divulgação/Moviecom
Algo que me chamou muito a atenção nas minhas idas ao cinema era nada mais que o trailer do filme “47 ronins”, interpretado por Keanu Reeves e dirigido por Carl Erik Rinsch. Fiquei impressionado, pois me pareceu que seria um daqueles raros filmes épicos, repleto de ação, com uma história rica e que explorava uma cultura diferente, a japonesa.
A história conta a vingança dos ronins (samurais sem mestre) para vingar a morte de seu líder, planejada pelo Lorde Kira e sua amante.
Falando dos pontos positivos, o cenário do filme é espetacular. As florestas e o relevo montanhoso do Japão foram belamente retratados, cheio de cores e vida.
As construções, típicas da cultura em questão, foram muito bem planejadas. E o que eu gostei muito foi o figurino. As fantasias foram bem feitas, bem desenhadas, e contribuíram muito para o diferente cenário cultural. Os efeitos especiais não deixaram a desejar, como a maioria dos principais filmes Hollywoodianos.
Isso foi um ponto forte da longa metragem por causa da parte fantasiosa da lenda que o diretor escolheu explorar. Monstros, criaturas lendárias e uma bruxa malvada não falharam em divertir o público.
Porém, uma coisa que me criou certa dúvida foi a falta de Rick Genest na trama, o modelo famoso com o corpo coberto de tatuagens. Mas ele estava no pôster principal do filme, não estava? Sim, porém ele não ganhou nem um minuto na telona, apesar de ele ter aparecido em grande quantidade no trailer.
Ao decorrer do filme, percebi que o personagem principal, interpretado pelo Keanu Reeves, foi pobremente explorado. No filme, Kai não tem carisma, juntamente com o seu par romântico, Mika, falhando em criar um envolvimento emocional com o público e o resto do elenco. As personagens se tornam cansativas e o filme ganhou um ar monótono antes da metade.
Para mim, faltou as tão clássicas cenas de samurais. Pareceu-me que houve pouca ênfase na cultura japonesa e em assuntos mais pesados como honra, que são característicos dessas lendas. 47 ronins acabou se tornando uma tentativa do cinema americano em criar algo diferente e que conquistasse o bolso do público ocidental. Enquanto o primeiro falhou, o filme encheu as filas do cinema.
O longa-metragem prometia muito por conta dos trailers e pôsteres e eu me diverti assistindo-o, no entanto esperava mais devido a forte propaganda em torno da trama. Enfim, vocês viram o filme? Se quiserem, comentem o que acharam!
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