A competição na Semana de Vela começa depois do dia de apresentação
A competição no maio evento náutico brasileiro começa neste domingo no Litoral Norte. Uma festa para o público e também para os tripulantes dos barcos participantes. A 44ª edição da Semana de Vela de Ilhabela terá 123 barcos divididos em oito classes na edição 2017, que começa neste domingo (9), com a realização da regata […]

A competição no maio evento náutico brasileiro começa neste domingo no Litoral Norte. Uma festa para o público e também para os tripulantes dos barcos participantes.
A 44ª edição da Semana de Vela de Ilhabela terá 123 barcos divididos em oito classes na edição 2017, que começa neste domingo (9), com a realização da regata de abertura – Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, e vai até o próximo sábado (15). O maior evento de vela oceânica da América Latina conta com 900 velejadores inscritos: são 85% homens e 15% mulheres a bordo. Barcos de cinco estados da federação – São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e de dois países: Chile e Argentina formam a flotilha.
“O Yacht Club de Ilhabela começou a realizar as provas e aos poucos a Semana de Vela de Ilhabela foi crescendo, atraindo todos os tipos de barcos, do competitivo ao de cruzeiro. Sempre tem uma regra ou uma classe que o seu veleiro se encaixa”, contou Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela. “É o grande encontro anual da vela”.
As categorias na competição de vela são divididas entre as de rating, que necessitam de fórmula para calcular o vencedor, e as de monotipos, com barcos iguais na regata. A lista é formada por ORC, IRC, Clássicos, RGS e Bico de Proa nas regras de rating e HPE 25, HPE 30 e C30 entre os de design único. Veja quem é quem na regata.
A comissão técnica é formada por 22 pessoas, incluindo árbitros, fiscais de regata e meteorologistas. ”O nosso objetivo é garantir aos competidores um resultado justo e dar o maior número de opções de regata. São oito classes, cada uma com sua característica, além de outros fatores importantes, como a escolha do melhor local para a realização da regata”, disse Cuca Sodré, árbitro da Rio 2016 e coordenador de todas as ações dentro d’água.
A organização da Semana de Vela de Ilhabela terá mais de 100 profissionais com experiência em grandes eventos internacionais como Olimpíada, Copa do Mundo e shows. O staff atua na Race Village – espaço montado no centro da ilha com várias atrações – e no Yacht Club de Ilhabela (YCI), que organiza o encontro da modalidade por 44 edições. Veja a programação completa da 44ª Semana de Vela de Ilhabela.
“A produção da Semana de Vela de Ilhabela de 2017 começou quando a regata de 2016 acabou. O trabalho é dinâmico e cheio de detalhes, que incluem a parte técnica, ações no YCI, na Race Village e na cidade”, salientou Vanessa Lombardi, diretora da Full Time, produtora da Semana de Vela de Ilhabela desde 2010.
Parte esportiva
Serão três tipos de regata: As de percurso longo, médio e barla-sota. As primeiras serão realizadas no domingo (9) e vão exigir mais dos velejadores. A Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil terá 55 milhas e poderá ser disputada pelos maiores veleiros. A Toque-Toque por Boreste tem 25 milhas náuticas e a Renato Frankenthal (só para HPE25) terá 10 milhas náuticas.
“É importante que mais barcos de oceano participem da Semana de Vela e isso está ocorrendo. Tem espaço para vários perfis e os velejadores podem escolher a melhor categoria de acordo com seu barco ou conhecimento”, explicou Paulo Freire, Comodoro da ABVO – Associação Brasileira de Veleiros de Oceano e comandante do Miragem, atual campeão da classe ORC. ”Zera tudo a partir de agora. É um novo campeonato, um novo regime de vento! Além disso todos os barcos melhoraram para 2017″.
Atletas que disputaram a Rio 2016 também estão confirmados na Semana de Vela de Ilhabela, entre eles Samuel Albrecht e Fernanda Decnop, que competiram nas classes NACRA e Laser Radial, respectivamente.
“As regatas da Semana de Vela são bem diversificadas com vários tipos de vento e situações. Isso exige muito da tripulação, principalmente do tático. A tripulação tem um trabalho complexo desde a escolha das velas até a previsão do tempo”, disse Samuel Albrecht, que competirá no time gaúcho do Crioula.
O evento mistura equipes profissionais com amadoras em sete dias de regatas.

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