A Cor que “Mata”

O salmão é considerado um dos peixes mais benéficos à saúde, sendo aclamado por nutricionistas e médicos, mas que simplesmente parecem ignorar ou desconhecer a sua verdadeira origem. Um dos argumentos que se ouve para o seu consumo, é de que o salmão carrega uma grande quantidade de ômega 3, vitaminas A, D, E e […]

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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O salmão é considerado um dos peixes mais benéficos à saúde, sendo aclamado por nutricionistas e médicos, mas que simplesmente parecem ignorar ou desconhecer a sua verdadeira origem. Um dos argumentos que se ouve para o seu consumo, é de que o salmão carrega uma grande quantidade de ômega 3, vitaminas A, D, E e do complexo B, magnésio e ferro. Seria bom, se não fosse um enorme porém: o salmão que encontramos nas prateleiras do supermercado não é tão benéfico assim. É salmão criado em cativeiro, vindo do Chile, que é diferente do salmão selvagem encontrado na América do Norte

Damos como certo de que a carne do peixe é rosa alaranjada – ou ‘salmão’. Porém, esta regra aplica-se somente ao peixe de alto-mar, que passa a vida em liberdade no oceano para subir os rios na época da reprodução e morrer em seguida. Esse peixe é raro, caro, delicioso e belamente colorido por conta de sua dieta à base de camarão e krill. No total, ele representa uns míseros 5% do salmão vendido nos Estados Unidos.

A esmagadora maioria do peixe encontrado nos mercados de todo o mundo é criado em aquicultura, e tem uma cor que vai do cinza ao bege-claro, passando no máximo por um rosa pálido. Para ficar com o mesmo tom do salmão selvagem ele recebe uma ração com aditivos sintéticos derivados de petróleo. Além disso, estudos apontam que consumir uma média mensal de 200 gramas deste pescado, apresenta riscos cancerígenos inaceitáveis.

A verdade é que este peixe, que recebeu a fama de superalimento, repleto de ômega 3, que combate o colesterol mau, é anti-inflamatório e traz inúmeros benefícios para o consumidor, não passa de um produto perigoso. Para piorar a situação, muitas vezes os peixes são criados em ambientes anti-higiênicos, recebem antibióticos, tem o dobro de gordura – na sua maioria de gordura saturada (má) e quase nada de ômega 3 (boa). Por causa disto, os peixes recebem altas doses de antibióticos e fungicidas. Ou seja: mais contaminação na sua carne.

A doutora Anne-Lise Birch Monser da University of Bergen, na Noruega, alerta sobre os altos níveis de contaminantes nas fazendas e criatórios de salmão. De acordo com a doutora, os contaminantes em questão se originam no salmão selvagem que estão sujeitos à poluição. Estes contaminantes, tóxicos ambientais, ligam-se às moléculas de gordura em peixes selvagens, e quando estes são moídos para uso em farinha de peixe, juntamente com o óleo do animal rico em gordura, estas moléculas podem entrar em seu corpo, onde se ligarão à suas células.

Isso certamente trará sérios problemas para a sua saúde, principalmente se você for mulher, pois é bem possível que esses problemas se transfiram para o seu futuro bebê. No momento do parto, o seu corpo transfere até 90% das toxinas acumuladas no seu corpo para a criança. E mais, a toxina também é expelida através do leite materno. Por isso é fundamental evitar exposições tóxicas na infância e na idade adulta, para prevenir danos nas futuras gerações assim como na sua própria vida.

Não recomenda-se que mulheres grávidas, crianças ou jovens consumam salmão de cativeiro. Não se sabe o quanto de toxina está sendo consumida e isso pode ter um efeito negativo no desenvolvimento cerebral, além de estar associado ao autismo, às síndromes de deficiência de atenção e redução de QI. Sabe-se também que pode haver efeito negativo no seu sistema imunológico e metabolismo.

Pessoas que consomem salmão confinado apresentam maior risco de lesão de retina, câncer, resistência a antibiótico e comprometimento do sistema reprodutivo e outros órgãos. Para sua segurança procure consumir peixe selvagem. Tenha em mente que as doenças em animais estão entre as principais fontes de epidemias em seres humanos. Portanto, a saúde dos animais é realmente fundamental.

Fazendas de confinamento aquático são terrenos férteis para a doença e resíduos tóxicos e produzem alimento animal de qualidade inferior. Quando se imagina que consumir com frequência o salmão fará bem à sua saúde, sem saber, vai acabar por desenvolver problemas de saúde que não tinha.

No presente, o ganho da indústria está sendo produzido sobre a saúde das pessoas e dos futuros bebês; e comida barata está sendo produzida à custa do ambiente e potencialmente da vida dos nossos descendentes.

Qualquer duvida, esclarecimento e para um bom bate papo, meu e-mail é: [email protected].

Abraços e até a próxima. 


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