A vida é muito curta para não se visitar Vancouver
Excelente qualidade de vida, e atrações que vão de parques a bares


Excelente qualidade de vida, e atrações que vão de parques a bares
Divulgação/Estadão
Habitantes de Vancouver acham que a vida é curta. Pelo menos é isso que o comércio local dá a entender. Na entrada do café descoladinho, na loja de calçados diferentões, placas afirmam que “life is too short to…” (“a vida é muito curta para…”). E completam: beber café ruim, usar sapatos entediantes. Para não ter graça nem sabor, concluo, por minha conta e risco.
Vancouver, cidade de 600 mil habitantes na costa oeste (2,5 milhões na região metropolitana) é um dos principais expoentes turísticos do Canadá. Em agosto, época da minha visita, vive o auge do verão e das férias escolares, até a primeira semana de setembro. Com calor e tempo seco, as atrações estão ao ar livre. Vizinhança renovada em nome do esporte, mercadão, arte na rua, bairro boêmio com mesas nas calçadas e, especialmente, ocupação de qualquer gramado, píer e deque. Seja para cochilar, ler ou fazer piquenique.
A juventude que chega a Vancouver para fazer intercâmbio, como muitos brasileiros, é a mesma que garante atendimento multilíngue em lojas e restaurantes e movimenta eventos como o Anime Revolution, convenção de fãs das animações em estilo japonês que coloriu as ruas com fantasias de super-heróis, perucas e vestidos de boneca enquanto eu estava lá.
É expressiva a presença de pessoas de origem asiática, especialmente chinesa, vivendo em Vancouver: somam 43% da população da região metropolitana, segundo a Statistics Canada, empresa que produz estudos estatísticos para o governo do país. Com reflexos na cultura e no modo de vida local. A cidade abriga a terceira maior Chinatown do mundo, atrás de São Francisco e Nova York, e recebe, todo mês de junho, um dos maiores festivais de barcos-dragões fora da Ásia.
De bicicleta ou táxi aquático, moradores e turistas zanzam em busca de um lugar ao sol enquanto ele está lá – porque de outubro em diante chove bastante. E faz frio, não as duras temperaturas negativas do resto do Canadá, mas o suficiente para mandar todo mundo de volta para dentro, algo entre 0 e 5 graus. Para só esquentar de novo lá para junho do ano seguinte.
Sobre a vida, nada se pode afirmar. Já o verão no Canadá, esse é curto, com certeza.
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