Acordo pode servir de base para outras negociações, diz economista
Proposta aprovada por trabalhadores prevê layoff e manutenção de empregos


Funcionários da GM durante assembleia realizada na terça-feira (16)
Pedro Ivo Prates/Meon
Nesta terça-feira (16) os trabalhadores da GM aprovaram a proposta de layoff apresentada pela montadora. Os termos do acordo entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos foram considerados “uma vitória da categoria” pelo economista Edson Trajano.
Para ele, o ponto principal do acordo aprovado nesta terça é a manutenção dos empregos dos 1.500 funcionários que entrarão em regime de layoff a partir do dia 5 de junho.
De acordo com a proposta, a empresa só poderá efetuar demissões a partir de fevereiro de 2018. Além disso, a negociação entre a entidade sindical e a montadora ainda teve como resultado a renovação dos contratos de 500 trabalhadores temporários.
“O mais importante é a manutenção dos empregos, tendo em vista a condição atual da economia nacional. Considerando que esse não era um item negociável por parte da empresa, o resultado pode ser considerado como uma demonstração de força do Sindicato”, afirma.
Para o economista, a negociação, que se arrastou por mais de dois meses, e terminou com a aprovação do layoff nesta terça, pode servir como base para negociações em outras indústrias da região.
“Ainda não temos uma queda real nos juros, o que, na prática, quer dizer que a crise para o setor industrial ainda é severa. Portanto, é fundamental evitar as demissões agora e esperar que o cenário melhore”, diz.
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