Açougue clandestino é interditado em Aparecida e dois homens são presos
Homem mantinha as carnes dentro de casa em Guaratinguetá








Um açougue ilegal foi lacrado na manhã desta sexta-feira (20) em Aparecida. O local foi identificado depois da prisão de dois homens com carne de gado dentro de uma casa em Guaratinguetá.
A ocorrência começou com um mandado de busca e apreensão sobre um homicídio nesta manhã, onde o suspeito Henrique Guedes Rodrigues de Oliveira foi preso. O seu pai, João Alberto Rodrigues de Oliveira, conhecido como Bertinho, também foi levado pelos policiais, quando encontraram carnes bovinas em um cômodo da casa da família.
As investigações seguiram até um açouque em Aparecida que comprava a carne bovina do pai, Bertinho. A Vigilância Sanitária foi acionada pela equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Guará, onde realizou uma vistoria no açougue de Aparecida. A quantidade de alimento não foi cantabilizada.
Segundo o delgado responsável pela investigação, Fernando Sanini, a carne foi encontrada no quintal da residência. “A carne foi encontrada com uma estrutura improvisada para venda clandestina aos açougues da região.”, diz.
A Vigilância Sanitária de Guará também foi acionada para averiguar o produto encontrado dentro da casa e identificou como inutilizada. “A equipe sanitária liberou o laudo de inutilização e gerou as multas ao proprietário. As carnes já foram destruídas pela vigilância.”, conta Sanini.
Foi apreendido também na casa dos dois suspeitos uma pistola calibre 38, com numeração raspada, um revólver, uma espingarda, munições e cheques de diversos valores. O valor apreendido em folhas de cheque ainda não foi informado.
A Secretaria de Saúde de Aparecida, responsável pela Vigilância Sanitária da cidade, informou que uma equipe foi ao açougue e durante vistoria não encontraram nenhuma carne legalizada.
Em razão do proprietário não obter as autorizações sanitárias nacionais, o estabelecimento foi interditado. O dono tinha até as 17h desta sexta-feira (19) para informar a origem do produto. O homem não entrou em contato e as carnes devem ser apreendidas.
A Vigilância ainda vai decidir sobre a destinação do produto e a forma de recolhimento das carnes. A Polícia Civil vai investigar possíveis ligações com o roubo de cabeças de gado na região. “Foi aberto um inquérito de investigação sobre a procedência do alimento animal”, explica o delegado.
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