Acusado de assassinato em Taubaté é pivô de briga por guarda de criança

O mecânico de aeronaves Robson de Souza Alves Pereira trava, desde 2012, uma batalha judicial para obter a guarda da filha que possui com a dona de casa Danielle Farias, atual companheira do réu-confesso de assassinato Jean Carlos de Araújo, de Taubaté.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Audiência acontece no dia 25 no Fórum de São José dos Campos

Warley Leite/Meon

O mecânico de aeronaves Robson de Souza Alves Pereira trava, desde 2012, uma batalha judicial para obter a guarda da filha que possui com a dona de casa Danielle Farias, atual companheira do réu-confesso de assassinato Jean Carlos de Araújo, de Taubaté.

Araújo é acusado de matar, a golpes de marreta, o metalúrgico e ex-colega de trabalho Wilton Lopes da Silva, em 2011. À época, o corpo da vítima foi encontrado no quintal de Araújo, com mãos e pés amarrados e um saco plástico cobrindo a cabeça. Mesmo assumindo a responsabilidade pelo crime, o réu responde ao processo em liberdade.

Após a primeira audiência de instrução -ocorrida em junho no Fórum de São José- terminar sem acordo entre as partes, um novo encontro com o juiz foi marcado para o dia 25. É a mesma data agendada para o julgamento de Araújo, que acontece no Fórum de Taubaté.

“Ninguém quer a sua filha morando com um assassino confesso. Desde 2012 estou impedido de vê-la porque o casal me acusou de abusar sexualmente de minha filha. Foram duas acusações, ambas arquivadas por falta de qualquer prova que me incriminasse”, diz Pereira.

O pai da criança afirma já ter sido ameaçado por Araújo caso continuasse com o processo pela guarda da filha. Ameaças que, de acordo com Pereira, estendem-se também à viúva do metalúrgico assassinado em 2011.

“Estou em contato com a família da vítima para unirmos forças. Foi aí que fiquei sabendo que, em plena noite de Natal de 2013, a viúva recebeu uma ligação ameaçadora do Jean Carlos. Fora isso, eu já fui ameaçado pessoalmente por duas vezes”, afirma.

O processo corre em segredo de Justiça na Vara de Infância e Juventude de São José. A decisão final vai ser dada pelo juiz Marcos Cesar Vasconcelos de Souza.

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