Agressões entre grupos adia votação de denúncia contra Carlinhos Almeida

Oposição e simpatizantes se enfrentaram nas galerias da câmara de São José

Escrito por: Eduardo Pandeló e Marcus Alvarenga2 min de leitura
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Confusão e briga nas galerias da Câmara dos Vereadores de São José dos Campos adiou a sessão desta terça-feira (21), que estava prevista para votar o pedido de cassação de Carlinhos Almeida (PT), protocolado pelo MBL (Movimento Brasil Livre). Grupos apoiadores e contrários a abertura do processo de afastamento do atual prefeito se enfrentaram no início da noite.

Por volta das 18h, integrantes do MBL e de partidos opositores ao atual governo começaram a chegar à Câmara de São José e se organizar na galeria. O mesmo foi feito por comissionados e pessoas favoráveis ao PT, que chegaram para a sessão de ônibus fretado.

O confronto começou antes mesmo de a sessão iniciar, com insultos e gritos. A confusão foi se intensificando quando os vereadores começaram a declarar o seu posicionamento no plenário. O presidente, Shakespeare Carvalho (PRB), suspendeu a sessão por duas vezes e pediu calma. Quando a confusão chegou ao ponto de agressão entre os grupos o presidente encerrou a sessão.

O coordenador do movimento do MBL, Thomaz Henrique, alega que a falta de segurança e as agressões fazem parte de uma organização do governo do Carlinhos Almeida, contra a votação da cassação. “Aguardamos que a votação aconteça, mas é preciso que se garanta a segurança nas galerias. A informação que temos é que, por ordem da prefeitura, a guarda municipal não teria vindo auxiliar”, relata.

A confusão continuou nos corredores até a hall de entrada da câmara, nesse percurso diversas pessoas trocaram socos, chutes e arranhões. Ambos os lados se insultavam e mostravam o seu posicionamento sobre o governo do PT em São José dos Campos.

O representante do MBL ainda completou que essa situação é uma forma não democrática de se resolver alguma decisão política. “Tiraram as nossas faixas e todos nós através de empurrões das galerias. Impedem que a guarda municipal venha proteger e dar o espaço democrático que todos devem ter. Não concordamos com esse tipo de intolerância na democracia”, completa Henrique.

Câmara
“Nós alertamos pedindo calma aos presentes, mas houve depredação do patrimônio público e tivemos que encerrar a sessão em respeito à integridade dos próprios manifestantes. A denúncia será colocada em votação na sessão da próxima quinta-feira”, afirmou o presidente da Câmara, Shakespeare Carvalho (PRB).

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