Em S. José, 59% dos passageiros do banco traseiro não usam cinto
Multa para quem não usar cinto de segurança é de R$ 127,69 e cinco pontos


Agência alerta para o uso do cinto de segurança no banco traseiro
Flávio Pereira/Meon
Uma pesquisa realizada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) mostra que 59% dos passageiros do banco de trás não usam cinto de segurança, em São José dos Campos. Os dados foram coletados nas praças de pedágio, entre 1º e 7 de dezembro de 2014, com a identificação da placa do carro.
De acordo com o levantamento, 58 passageiros no banco traseiro dos veículos foram abordados e 34 estavam sem cinto de segurança -59% dos casos joseenses-. A região do Estado que apresenta o maior índice de registro de passageiros sem cinto traseiro é Barretos, com 62% das ocorrências. As regiões de Presidente Prudente e Santos aparecem empatadas com 60%.
Para o diretor de Operações da Artesp, Giovanni Pengue Filho, os dados são preocupantes e a maioria dos passageiros traseiros morreram em acidentes. “A pesquisa mostrou que 59% dos passageiros dos bancos de trás não utilizam cinto de segurança. Isso preocupa porque a quantidade de vítimas fatais pelo não uso do cinto de segurança no banco traseiro é muito grande. Nos últimos três anos, dos passageiros do banco de trás que morreram em acidentes, 69% não usavam cinto de segurança”, afirma Filho ao Meon.
A multa para quem não usar o cinto de segurança é de R$ 127,69 por passageiro sem cinto, além de cinco pontos na carteira de habilitação. O diretor ressalta que a agência realizou a pesquisa para alertar os passageiros e motoristas sobre a importância da utilização do cinto de segurança.
“A Artesp quer alertar que o cinto de segurança salva vidas. A vida do motorista e a vida de quem ele ama. E que o uso do cinto de segurança é obrigatório, inclusive no banco de trás. Muitas pessoas declaram uma falsa sensação de segurança para não utilizar o cinto no banco traseiro. Dizem que por estarem no banco de trás não é necessário utilizar esse equipamento porque a viagem é curta ou que o banco da frente protege. Isso não é verdade”, diz.
Filho alerta ainda que o passageiro traseiro, sem cinto, é o primeiro a ser atingido nos acidentes. “No caso de uma colisão frontal esse passageiro é arremessado e, muitas vezes, atinge o passageiro do banco da frente ou o motorista, causando ferimentos também nessas pessoas”, ressalta.
Campanha
A Artesp está realizando campanha nas rodovias, por meio do aplicativo de trânsito ‘Waze’, além da instalação de faixas nas rodovias para chamar a atenção sobre o uso do cinto e a distribuição de informativos.

Mapa aponta o percentual de passageiros do banco traseiro sem cinto
Divulgação/Artesp
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