Alunos de medicina pedem à Alckmin que não municipalize HU de Taubaté

Estudantes entregaram carta para governador durante evento em São José

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Prefeitura de Taubaté quer municipalizar HU

Divulgação/PSDB

Os alunos do curso de Medicina da Unitau entregaram ao governador Geraldo Alckmin neste domingo (14), uma carta aberta contra a municipalização do HU (Hospital Universitário) de Taubaté. O grupo aproveitou a presença do governador em eventos em São José dos Campos para pedir a construção de um novo hospital na cidade.

A ideia de tornar municipal o hospital que hoje faz parte do complexo estadual administrado pela SBSC (Sociedade Beneficente São Camilo) vem sendo manifestada pelo governo de Ortiz Junior (PSDB) para alguns vereadores e deputados. O objetivo é diminuir o déficit de leitos na cidade.

Segundo o Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro, o número de internações de pacientes de Taubaté é o dobro da soma das internações dos outros 38 municípios atendidos pelo HU. O dados foram obtidos com exclusividade pelos alunos junto a SBSC.

“Nós mostramos para o governador o nosso ponto de vista e ele afirmou que não tem conhecimento deste desejo da prefeitura de municipalizar o HU e que não vê necessidade desta medida.  Alckmin disse ainda que não tem interesse de devolver a administração deste hospital para a cidade”, conta a conselheira do diretório acadêmico, Natália Pires de Andrade.

De acordo com Natália, o hospital quando administrado pela prefeitura não reunia condições para o atendimento de qualidade para a população. “Foi uma luta conseguir que o Estado assumisse e  hoje o complexo é referência para a RMVale. Agora vamos nos reunir com a sociedade médica, vereadores, deputados, secretários de saúde estadual e municipal e tentar impedir que isso aconteça. Sugerimos a construção de um novo hospital municipal, mas ainda não temos as respostas”.

Discussão
Segundo o deputado estadual e opositor de Ortiz, Padre Afonso Lobato (PV), já foram realizadas algumas reuniões com a Secretaria de Saúde para discutir a possibilidade do hospital voltar a ser municipal e acredita que o assunto tem que ser debatido com toda a sociedade.  “A prefeitura gasta hoje cerca de R$ 6 milhões por mês com o Pronto Socorro Municipal. Com um pouco mais a cidade ganharia um hospital municipal”, reflete.

Uma reunião foi realizada nessa segunda-feira (15) na Associação Paulista de Medicina em Taubaté, com os estudantes, médicos, professores e vereadores para apresentar os dados das internações e tentar impedir a prefeitura de reassumir o HU.

De acordo com o diretório acadêmico, a Prefeitura de Taubaté e a Secretaria Estadual de Saúde também se reúnem, até o final desta semana, para tratar da municipalização.

Outro lado
Sobre a carta, a Prefeitura de Taubaté informa que não fará comentários.

Já a respeito da municipalização, a administração afirma que quer garantir atendimento de qualidade à população.

“É com esse foco que a prefeitura vem trabalhando, para buscar atendimentos de  excelência e, nesse caso especifico, busca poder oferecer leitos de internação e cirurgias eletivas, hoje uma das dificuldades do sistema público de saúde”, conclui a nota enviada pela prefeitura ao Meon.

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