Alunos de S. José montam protótipo de robô e vão competir nos EUA
30 alunos de São José foram escolhidos para a competição internacional


Equipe de alunos de S. José vai para competição internacional
Divulgação/ETEP
Escolher o período das férias para estudar. Pode parecer estranho, mas 30 alunos de São José dos Campos optaram pelo início do ano para se reunir e montar um protótipo de robô para uma competição internacional. A competição acontece em Orlando, nos EUA.
Os estudantes joseenses foram selecionados após uma seletiva no colégio ETEP (Escola Técnica Professor Everardo Passos) para a elaboração do projeto do robô. Os alunos que vão participar de um campeonato nos Estados Unidos, tiveram a missão de estruturar um robô para empilhar objetos, em apenas seis semana. A previsão é que o protótipo seja enviado aos EUA no dia 17 de fevereiro.
O aluno Felipe Marques, do 3ª ano de Mecatrônica, conta que a rotina tem sido puxada nas últimas semanas, com os ajustes finais do projeto. Empolgado com a competição, o estudante se reúne com os amigos da equipe das 8h às 20h, durante a semana.
“Entrei de cabeça no projeto e nem pensei em férias. Esse é o meu segundo ano na equipe do protótipo e o desafio a cada ano é envolvente”, diz o estudante.
Integram também a equipe outros alunos, que são responsáveis pela imagem, eletrônica, mecânica e programação de robótica. Para este ano, os alunos precisam pegar totens e realizar o empilhamento correto dos objetos, competindo com equipes como NASA, GM e J&J americana. Esta é a 12ª vez que os estudantes joseenses participam, conquistando dois prêmios, um em 2007 e outro em 2012.
“É um aprendizado técnico que completa os nossos estudos, além de termos experiências de estratégia. Neste ano, visamos trazer esse prêmio para a cidade”, completa o aluno Felipe Marques.
Aprendizado
A coordenadora dos cursos técnicos da Etep, Tânia Campos, diz que o envolvimento dos alunos é uma proposta que exerce diversas habilidades, entre técnicas, desenvolvimento de programações e linguagens de robótica, e outras.
“Eles desenvolvem o ‘gosto’ pela tecnologia. Cada aluno vai compartilhar e contribuir com a experiência que já possui. Além disso, é importante que os estudantes podem ter acesso a diversas tecnologias”, conta Tânia Campos.
Outro ganho para os alunos que participam são as trocas de experiências com estudantes de outras nações. “Os estudantes retornam com uma bagagem muito maior. Isso também os prepara melhor para o mercado de trabalho”, destaca a coordenadora.
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