Ana Abreu (PSB) confirma pré-candidatura à Prefeitura de Jacareí
Professora nega boatos de que o PSB pode apoiar o PSDB


Professora Ana Abreu (PSB): “…se é lá que se decide, nós precisamos ir pra lá”
Pedro Ivo Prates
A professora Ana Abreu, 45 anos, é natural de Barra do Piraí – RJ, veio para Jacareí com um ano de idade, é casada e mãe de três filhas. Ela é professora, pesquisadora, gestora pública e líder de movimentos pela qualidade da educação pública. Ex-subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, Ana é presidente do PSB de Jacareí, foi candidata à Deputada Estadual em 2014 e a mais votada da oposição. Também é presidente do PSB Mulher e coordenadora da formação política da mulher em São Paulo.
Em entrevista exclusiva para a edição de maio da revista Metrópole Magazine, a pré-candidata do PSB à Prefeitura de Jacareí relembrou 2014, falou sobre as dificuldades que vem enfrentando para encarar a lógica dos tradicionalistas de Jacareí e como recebeu o apoio do vice-governador Márcio França para mudar essa cenário.
O portal Meon publica um pequeno trecho dessa entrevista:
Como você entrou na política?
O que me colocou na política foram meus ideais de mais de 25 anos na educação, colaborando com projetos de gestão, com grandes políticas públicas, mas na hora da deliberação do fazer, você não está. Então decidi disputar as eleições. Nunca militei partidariamente, me filei ao PSB em 2012 e me candidatei pela primeira vez à deputada estadual em 2014. Sou da carreira acadêmica e dentro da Universidade Federal em que atuo, vários colegas demoraram a acreditar que eu sairia candidata. Eu disse a eles: se é lá que se decide, nós precisamos ir pra lá. Assim, com conteúdo e com ideias interessantes, recebi o apoio do Márcio (França, vice-governador) que acompanhou essa campanha muito de perto, colaborando o tempo todo.
Você nunca havia exercido um cargo público e se candidatou à deputada. Há espaço para novas candidaturas nas eleições?
Foi um a campanha muito diferente. Eu gosto de contar não porque foi frágil, mas para mostrar que uma campanha nova tem espaço na sociedade. Fiz um investimento pessoal de três mil reais e nossa campanha totalizou trinta e cinco mil reais, mais o apoio do partido. Eu andei mais de 120 bairros de Jacareí e foi uma movimentação tão grande que eu tinha muita gente na rua, todos voluntários, não paguei ninguém para panfletar e fomos pra rua. E quando totalizamos 13.455 votos, foi uma grande surpresa, mas ao mesmo tempo uma confirmação. Fui a mais votada da oposição e não andei ao lado de outros políticos nem de lideranças consolidadas do Vale do Paraíba. Andei com donas de casa, comerciantes, professores, engenheiros e pessoas do cotidiano me credenciando nos bairros.
Dizem que você não sai candidata em função do acordo entre o PSB e o PSDB. Isso já está resolvido?
O Márcio nunca falou comigo de qualquer possibilidade de definirem no governo o que vai acontecer em Jacareí. Mesmo assim eu perguntei. Disse a ele que nós temos um projeto, temos um grupo muito grande que é oposição ao PSDB e a condição para chegarem até mim era o fim da polarização, pois esse grupo não quer o PT e não quer o PSDB. Eu tenho que ser clara com esse grupo, porque se isso fosse mudar, seria prejudicial ao projeto. Então o Márcio me disse o seguinte: “Ana, você só não será candidata a prefeita se você não quiser.” O compromisso dele é com o governador e não com o PSDB, e se ele tiver que escolher, ele quer candidatos em todas as cidades que puder, porque o Márcio França (PSB) será candidato ao Governo do Estado. Ouso dizer que ele pensa muito mais em Jacareí do que o Alckmin. Ele sabe de todos os movimentos políticos de Jacareí, primeiro porque tem minha interlocução, e eu tenho o privilégio de discutir com ele tudo isso.
A íntegra desta entrevista você encontra na edição de maio da Metrópole Magazine, nas bancas a partir de 6 de maio.
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