ANA registra menor nível de água da história na Bacia do Paraíba do Sul
A ANA (Agencia Nacional de Águas) registrou nesta quarta-feira (24) o menor índice histórico da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que opera com a capacidade média de 14%. Até então, o mais baixo volume de água medido pela agência era 14,2%, nos dias 7 e 8 de outubro de 2003.


Paraibuna seca e Bacia do Paraíba registra menor nível de sua história
Flávio Pereira/Meon
A ANA (Agencia Nacional de Águas) registrou nesta quarta-feira (24) o menor índice histórico da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que opera com a capacidade média de 14%. Até então, o mais baixo volume de água medido pela agência era 14,2%, nos dias 7 e 8 de outubro de 2003.
A Bacia do Paraíba do Sul é composta pelas represas de Paraibuna, Jaguari, Santa Branca e do Funil (RJ). A situação mais critica acontece no reservatório de Paraibuna, que nesta quinta-feira (25) opera com 9,19% de sua capacidade total.
Atualmente a represa de Jaguari é que a que ainda mantém o maior volume, com nível em 25,07%. Contudo, de acordo com a sala de situação da ANA, que controla todos as bacias do país, o reservatório tem liberado, em média, cinco vezes mais água do que recebe do rio Jaguari. Por segundo, a represa recebe 8 metros cúbicos de água, mas libera no Rio Paraíba do Sul cerca de 40 metros cúbicos.
Como a represa de Paraibuna é a cabeceira do Rio Paraíba do Sul, é uma das que mais preocupa os especialistas. Com um nível tão baixo, o reservatório vai demorar para ser normalizado.
“Talvez uns cinco anos ou mais, não tem que como ser preciso. Para chegar aos 80%, que é o ideal, precisamos de chuvas e as previsões para os próximos anos não garantem água suficiente para repor este e os outros reservatórios”, explica o geólogo Edilson de Paula Andrade.
Flutuantes
Além de todos os impactos negativos que a estiagem tem causado às cidades que ficam nas margens das represas na RMVale, com prejuízos não só ao abastecimento de água, mas ao turismo, pesca e atividades esportivas, agora, a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) está notificando os proprietários dos flutuantes para que retirem suas embarcações do reservatório.
Tratam-se das casas feitas em madeira, metal e plástico que ficam flutuando na represa de Paraibuna nos trechos de Redenção e Natividade da Serra usadas geralmente aos finais de semana por pescadores.
A Cesp afirma que está cumprindo uma decisão do Ministério Público Federal, que julgou que os flutuantes estariam poluindo as águas da represa. Os proprietários têm 30 dias para tirar as casas da represa. Ao todo, 98 das 144 instalações já foram notificadas.
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