Anvisa define preço máximo de caneta emagrecedora fabricada no Brasil
O teto fixado é de R$ 803,44

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu o preço máximo de venda da caneta emagrecedora produzida no Brasil à base de semaglutida sintética. O medicamento, fabricado pela EMS, tem valor teto estabelecido em R$ 803,44 para a embalagem com uma caneta na dosagem de 1,34 mg/ml.
A decisão ocorre após a agência já ter autorizado, em maio, a fabricação nacional do medicamento, após o fim da patente do Ozempic, derrubada em 20 de março. O pedido de registro havia sido feito pela farmacêutica em 2023.
O produto, que deve ser comercializado sob o nome Ozivy, pertence à classe dos medicamentos GLP-1, desenvolvidos à base de semaglutida — o mesmo princípio ativo utilizado em medicamentos como o Ozempic. Esse tipo de fármaco é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, mas também ganhou popularidade pelo uso associado ao controle de peso, sendo conhecido popularmente como “caneta emagrecedora”.
De acordo com o parecer da Anvisa, o cálculo do teto de preço foi baseado em medicamentos com indicação terapêutica e posologia semelhantes já disponíveis no mercado, como o Extensior e o próprio Ozempic.
Preço final será definido pela fabricante
Apesar do valor máximo estabelecido, a definição do preço final de venda ao consumidor caberá à fabricante EMS. Segundo a empresa, a expectativa é que o medicamento seja comercializado com valor até 30% inferior ao das principais alternativas disponíveis atualmente.
Caso sejam comercializadas duas unidades na mesma embalagem, o valor máximo poderá chegar a R$ 1.606,88. Os preços finais, no entanto, não incluem a incidência de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que varia conforme o estado.
A liberação do produto reforça a entrada de medicamentos similares no mercado brasileiro após mudanças no cenário de patentes e amplia a oferta de tratamentos à base de semaglutida no país.
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