Ao estilo Banksy, artista espalha arte pelos cenários urbanos de Taubaté

Felipe Rezende, o if!, retrata pessoas comuns em momentos espontâneos

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Retratos de pessoas comuns estão se transformando em obras de arte e ganhando as ruas de Taubaté. Trata-se de uma iniciativa do artista plástico e urbanista Felipe Rezende, o if!, que utiliza os cliques como matérias-primas para realização de uma série de trabalhos realizados em estêncil.

As obras aos poucos vão ocupando os locais prediletos do artista: fachadas tomadas pelas pixações, descascadas e castigadas pela ação do tempo. Dos 15 estêncis produzidos para a série de retratos, três deles já foram pintados em cantos abandonados da cidade.

O principal critério para a escolha das imagens é o fato do clique capturar espontâneos momentos de boas emoções. Serenidade, alegria ou satisfação estão impressos nas expressões dos retratos que o artista espalha por Taubaté. As obras são estampadas tendo os elementos urbanos (portões, muros etc.) como suporte. Um estilo parecido com o que consagrou o britânico Banksy.

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Tipos “invisíveis” viram obra de arte

Divulgação

“Gosto dessa interação com a cidade, principalmente quando falamos dos lugares que são mais esquecidos, que expõem a degradação urbana. A ideia é de fazer pequenas intervenções para levar arte a esses lugares, contribuindo para um embelezamento da nossa cidade”, explica.

“Enquanto as fotos das meninas tem essa estética da beleza espontânea, que transmite sentimentos, os retratos das figuras urbanas têm um objetivo de dar mais dignidade para as pessoas que passam por nós e a gente acaba nem notando. São caras que inexistem aos olhos da cidade e que passam, de alguma forma, a serem enxergados”, explica.

Os personagens grafados pelo artista fazem parte de universos bem distintos. Ao mesmo tempo que gosta de escolher, nas redes sociais, retratos das amigas – numa série que intitulou “Musas Amigas” -, if! também percorre as ruas de Taubaté flagrando os tipos “invisíveis” do centro urbano. Catadores de lixo, moradores de rua ou vendedores ambulantes ganham seus retratos assinados pelo artista.

Sofisticado
Apesar do estêncil estar ligado a obras mais rudimentares, o artista foi a fundo para sofisticar a técnica que, em suas mãos, ganham cores e novos elementos. As obras da série foram expostos no estúdio Bangue, casa de cultura independente de Taubaté, durante o lançamento do CD “Sombras Coloridas”, do cantor Lucas Bernoldi.

“São mais ou menos quatro meses trabalhando sem parar nesse projeto. A solução para criar mais elementos nas obras foi utilizar um número maior de camadas. Foi bem trabalhoso, mas gostei do resultado final”, conclui.

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