AO VIVO: Stela Campos no Showlivre

Stela Campos se apresenta no Showlivre, ao vivo, dia 23 de abril, a partir das 15h. Em quatro elogiados álbuns, Stela Campos exercitou sua veia de cronista urbana, cantando sobre tipos disfuncionais, proletários e gente comum da cidade; personagens frequentemente divididos entre suas necessidades e sonhos. Antes líder da Lara Hanouska, extinta banda que rodou o circuito indie dos anos 1990 com canções em inglês, Stela passou a privilegiar o idioma pátrio para deixar seu recado mais claro. A parceria com o letrista-compositor Luciano Buarque amadureceu disco após disco, mas o velho hábito nunca morreu: a cada ciclo de composições em português, um excedente de músicas em inglês precisava ser engavetado. Mesmo quando parte desse material rivalizava com o melhor da cantora. “Para mim, compor em inglês sempre foi um processo natural, por ser fã de música internacional desde criança e também por ter morado um tempo em Londres. Muitas vezes, quando estou compondo, os versos já saem prontos, vêm de forma instantânea, o que não acontece quando estou escrevendo em português. Músicas como ‘I walk alone’ e ‘She’s leaving town’ podem nunca ter encontrado lugar nos discos, mas estão comigo há muito tempo. Considero elas parte mais que importante do meu repertório pessoal”, explica Stela. Na hora de juntar temas em português para um novo disco, Stela sentiu que era hora de mudar os planos e dar vez às suas canções “órfãs”. É este material que agora aparece em Dumbo, o quinto trabalho solo da paulistana. Álbum de orientação folk, mas com doses generosas de rock e psicodelia, Dumbo resgata inéditas do baú da cantora; coisas perdidas em fitas K-7 datadas de 1995 em diante, mas também novidades de safra recentíssima (“Work”, “Unkind”, “Take Me Back To Planet Earth”). “Não é um disco de velharias. Todas as letras foram atualizadas, refeitas ou, em muitos casos, escritas do zero. O som também é novo: tudo foi gravado pela primeira vez agora, de modo que traduz minha estética atual. Vejo o Dumbo não só como um resgate, mas também uma continuidade e uma evolução do meu trabalho” (Stela Campos). Gravado entre junho e setembro de 2012, no Estúdio Casa do Mancha (SP), Dumbo foi produzido pelo multi-instrumentista Diogo Valentino (Supercordas) e conta com participação do guitarrista Felipe Giraknob (Supercordas), do tecladista Léo Monstro (Lulina), das colegas cantoras-compositoras Lulina, Laura Wrona e Juliana R, além do velho associado guitarrista/baterista Clayton Martin (Cidadão Instigado).

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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https://www.youtube.com/watch?v=lXyNlbor7JY

Stela Campos se apresenta no Showlivre, ao vivo, dia 23 de abril, a partir das 15h.

Em quatro elogiados álbuns, Stela Campos exercitou sua veia de cronista urbana, cantando sobre tipos disfuncionais, proletários e gente comum da cidade; personagens frequentemente divididos entre suas necessidades e sonhos. Antes líder da Lara Hanouska, extinta banda que rodou o circuito indie dos anos 1990 com canções em inglês, Stela passou a privilegiar o idioma pátrio para deixar seu recado mais claro. A parceria com o letrista-compositor Luciano Buarque amadureceu disco após disco, mas o velho hábito nunca morreu: a cada ciclo de composições em português, um excedente de músicas em inglês precisava ser engavetado. Mesmo quando parte desse material rivalizava com o melhor da cantora.

“Para mim, compor em inglês sempre foi um processo natural, por ser fã de música internacional desde criança e também por ter morado um tempo em Londres. Muitas vezes, quando estou compondo, os versos já saem prontos, vêm de forma instantânea, o que não acontece quando estou escrevendo em português. Músicas como ‘I walk alone’ e ‘She’s leaving town’ podem nunca ter encontrado lugar nos discos, mas estão comigo há muito tempo. Considero elas parte mais que importante do meu repertório pessoal”, explica Stela.

Na hora de juntar temas em português para um novo disco, Stela sentiu que era hora de mudar os planos e dar vez às suas canções “órfãs”. É este material que agora aparece em Dumbo, o quinto trabalho solo da paulistana. Álbum de orientação folk, mas com doses generosas de rock e psicodelia, Dumbo resgata inéditas do baú da cantora; coisas perdidas em fitas K-7 datadas de 1995 em diante, mas também novidades de safra recentíssima (“Work”, “Unkind”, “Take Me Back To Planet Earth”).

“Não é um disco de velharias. Todas as letras foram atualizadas, refeitas ou, em muitos casos, escritas do zero. O som também é novo: tudo foi gravado pela primeira vez agora, de modo que traduz minha estética atual. Vejo o Dumbo não só como um resgate, mas também uma continuidade e uma evolução do meu trabalho” (Stela Campos).

Gravado entre junho e setembro de 2012, no Estúdio Casa do Mancha (SP), Dumbo foi produzido pelo multi-instrumentista Diogo Valentino (Supercordas) e conta com participação do guitarrista Felipe Giraknob (Supercordas), do tecladista Léo Monstro (Lulina), das colegas cantoras-compositoras Lulina, Laura Wrona e Juliana R, além do velho associado guitarrista/baterista Clayton Martin (Cidadão Instigado).

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